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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O Inverno do Mundo - Ken Follett

Recomendo vivamente este segundo livro desta magnifica trilogia O Século em especial para quem gosta de "navegar" pela 2ª Guerra Mundial.
A história é uma continuação fantástica do primeiro volume que começa com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha e a Guerra Civil Espanhola. Uma história perfeitamente enquadrada no contexto da guerra, com muitos pormenores bastante interessantes e verídicos sobre esta época bem conturbada da nossa história.
Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.

Marcador de Inverno do Mundo


Marcador do livro Inverno do Mundo de Ken Follett o segundo livro da trilogia O Século.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Queda dos Gigantes de Ken Follett

SINOPSE
Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia "O Século", as vidas de 5 famílias - americana, alemã, russa, inglesa e escocesa - cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista. 
Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino. 
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época. 

Após a leitura deste primeiro livro da trilogia com quase 1000 páginas,  com várias histórias que se entrelaçam, mas que se vai desenvolvendo isoladamente e de forma gradual. Para entrar na história e conhecer os personagens todos, tê-los íntimos a ponto de já torcer ou ter curiosidade sobre como cada um deles se comportará quando os conflitos tiverem início.  O livro proporciona uma experiências deliciosa de leitura e somos levados a reviver a extraordinária novela que é todo o século XX.

Marcador do livro A Queda dos Gigantes


Marcador que acompanhava o livro do Ken Follett A Queda dos Gigantes que faz parte de uma trilogia O Século.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Os Irmãos Karamázov de Fiódor Dostoiévski

Último romance de Dostoiévski, Os irmãos Karamázov representa uma síntese de toda sua produção e é tido por muitos como sua obra-prima. Um marco da literatura universal, influenciou pensadores como Nietzsche e Freud, que o considerava ""o maior romance já escrito"" -e sucessivas gerações de escritores em todo o mundo. 
Um livro ao mesmo tempo filosófico e policial, que trata da conturbada relação entre o devasso Fiódor Karamázov e seus três filhos: Aliócha, ""puro"" e místico: Ivan, intelectual e atormentado: e Dmitri, orgulhoso e apaixonado. 
Com mão de mestre, Dostoiévski conduz o leitor numa viagem única pelos recantos mais sombrios e luminosos da alma humana e, com uma trama hipnotizante, consegue prender nossa atenção ao longo das centenas de páginas do volume.
CRÍTICAS

«Leio fascinado Os Irmãos Karamázov. Trata-se do mais magnífico livro em que já pus as mãos. (…)»
Albert Einstein, em carta a Paul Ehrenfest 

«Ao ler Crime e Castigo, O Idiota, Os Demónios e, sobretudo, Os Irmãos Karamázov, não podemos separa a interpretação filosófica da forma literária. O teólogo e o estudioso da narrativa, o crítico e o historiador de filosofia, marcam encontro no mesmo local.»
George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski

«Os Irmãos Karamázov é o maior livro entre todos os que Dostoievski escreveu e é nele que devemos procurar o seu génio.»
Harold Bloom, Génios
Os Irmãos Karamázov de  Fiódor Dostoiévski traduzido directamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra, editado pela Editorial Presença em dois volumes num total de 920 páginas.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

sábado, 14 de outubro de 2017

O Labirinto dos Espíritos - Carlos Ruiz Zafón

 Novo romance Carlos Ruiz Zafón o final da saga iniciada com A Sombra do Vento. Um romance que me deliciou e ofereceu-me horas de puro prazer através das suas 848 páginas.
Contracapa / Sinopse

Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.

Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.

O Labirinto dos Espíritos é uma história eletrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com A Sombra do Vento, que alcança aqui toda a sua intensidade, desenhando uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida.



domingo, 1 de outubro de 2017

Os Herdeiros da Terra

SINOPSE

Dez anos depois de A Catedral do Mar, Ildefonso Falcones regressa com OS HERDEIROS DA TERRA, a continuação da história que apaixonou milhões de leitores em todo o mundo. Um romance histórico impressionante que volta a situar-nos na Barcelona do século XIV, três anos depois do fim de A Catedral do Mar, e que combina o rigor histórico com a mestria da trama.

OS HERDEIROS DA TERRA recupera a trama e o cenário do maior sucesso de Ildefonso Falcones, que neste livro volta a presentear-nos com o seu melhor: aventura trepidante, amor e vingança, paixões universais e um herói lutador que desafia o destino. Todos os ingredientes para uma história que enredará o leitor página após página.

BARCELONA, 1387. Os sinos da igreja de Santa Maria do Mar ainda soam para todos os moradores do bairro de La Ribera, mas há um que ouve o carrilhão com especial atenção… Hugo Llor, filho de um marinheiro já falecido, com doze anos, trabalha nos estaleiros, graças à generosidade de um dos notáveis mais apreciados da cidade: Arnau Estanyol. Mas os seus sonhos juvenis de se tornar construtor naval serão destruídos pela dura e implacável realidade quando a família Puig, inimiga ferrenha do seu mentor, aproveita a sua posição diante do novo rei para executar uma vingança que vem arquitetando há anos.

Um romance magistral que recria na perfeição a efervescente sociedade feudal, submissa a uma aristocracia volúvel e corrupta, ao mesmo tempo que narra a luta de um homem para sobreviver sem sacrificar a sua dignidade. 
Depois de ter lido a Catedral do Mar deste escritor, não podia deixar de ler este novo livro Os Herdeiros da Terra que é a continuação da história da Catedral do Mar; quando o comecei a ler não consegui parar. 
Falcones anda de mãos dadas com Ken Follett. 
Aconselho a sua leitura "apesar" das suas 880 páginas.

Marcador de Os Herdeiros da Terra


Mais um marcador para a minha colecção. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Catedral do Mar - Ildefonso Falcones


A Catedral do Mar de Ildefonso Falcones um livro que me surpreendeu pela positiva e que aconselho a sua leitura "apesar" das suas 736 páginas é um dos melhor romance histórico que li até hoje, retrata a vida em Barcelona na Idade Media.

Sinopse
Século XIV. A cidade de Barcelona encontra-se no auge da prosperidade; cresceu até ao humilde bairro dos pescadores, cujos habitantes decidem construir, com o dinheiro de uns e o esforço de outros, o maior templo mariano conhecido: Santa Maria do Mar. Uma construção paralela à desditosa história de Arnau, um servo da terra que foge dos abusos do seu senhor feudal e que se refugia em Barcelona. Daqui se torna cidadão e, assim, num homem livre. O jovem Arnau trabalha como estivador, palafreneiro, soldado e cambista. Uma vida extenuante, sempre à sombra da Catedral do Mar, que o tirará da condição miserável de fugitivo para lhe dar nobreza e riqueza. Mas com esta posição privilegiada chega também a inveja dos seus pares, que tramam uma sórdida conspiração que põe a sua vida nas mãos da Inquisição... Lealdade e vingança, traição e amor, guerra e peste, num mundo marcado pela intolerância religiosa, a ambição material e a segregação social. Um romance absorvente, mas também uma fascinante e ambiciosa recreação das luzes e sombras do mundo feudal.

A Catedral do Mar de Ildefonso Falcones

Críticas de imprensa
"Com um pico dramático inicial que transporta a leitura a grande velocidade para os níveis seguintes, acompanhamos Aranau Estanyol desde que nasce e a sua busca por libertação. O autor consegue estender uma trama verdadeiramente novelesca que acaba por intercruzar as várias fases da vida de Arnau. Barcelona do século XIV é o cenário e ponto de intersecção das várias vidas é a edificação da catedral de Santa Maria del Mar. Um mundo que vale a pena descobrir."
Susana Nogueira, Dezembro de 2006

Marcador do livro - A Catedral do Mar


Mais um marcador para a colecção este vinha com o livro A Catedral do Mar de Ildefonso Falcones.

domingo, 3 de setembro de 2017

Biblioteca dos Duques de Alba

A biblioteca particular dos Duques de Alba em Sevilha que se encontra no Palácio  de las Dueñas e que eu tive o prazer de visitar neste Verão.



O Palácio de las Dueñas que é o Palácio dos Duques de Alba, está situado no centro histórico de Sevilha e actualmente pertencente à Casa de Alba. Foi construído no final do século XV no estilo renascentista com influências góticas e mouriscas. O palácio é uma das principais casas históricas da cidade de Sevilha. O poeta Antonio Machado nasceu aqui, assim como Carlos Falcó, Marqués de Griñón e Marqués de Castelmoncayo. Em 5 de Outubro de 2011, Cayetana Fitz-James Stuart, 18ª duquesa de Alba, casou-se aqui. Tornou-se um monumento nacional, agora um "Bien de Interés Cultural", em 3 de Junho de 1931. Este palácio pode ser visitado.
No exterior do palácio um monumento de homenagem ao poeta Antonio Cipriano José María y Francisco de Santa Ana Machado Ruiz, conhecido como Antonio Machado nasceu neste palácio de las Dueñas em 26 de Julho de 1875  tendo falecido em Collioure, França a 22 de Fevereiro de 1939, foi um poeta espanhol, pertencente ao Modernismo.

domingo, 6 de agosto de 2017

Sado - Rui Canas Gaspar

Dedicatória no Livro Sado do escritor e amigo Rui Canas Gaspar.

"Para o meu velho amigo Francisco Oliveira com votos de refrescante leitura do mosso Sado"

O livro, de 200 páginas, tem uma fotografia de capa da autoria de Eugénio Buchinho que mostra o espectáculo de fogo-de-artifício sobre o rio, a partir de Setúbal, na última noite de passagem de ano.

O conhecido autor setubalense Rui Canas Gaspar lançou o seu mais recente livro, com um “conjunto de histórias, vivências e factos” relacionados com o rio Sado, na Casa da Baía no dia 08 de Julho ao final da tarde, perante uma plateia com mais de 60 pessoas. Este é já o décimo primeiro livro do autor no espaço de seis anos.

A obra, que aborda a história do rio Sado sobre diversos prismas, desde a sua origem à fixação dos povos ao longo dos séculos, a vida selvagem, a ligação do rio com a cidade e com a margem esquerda de Tróia e a exploração económica, é fruto do “trabalho de campo” desenvolvido pelo autor. “Resulta da minha experiência de ir ao terreno e de falar com as pessoas que governaram a sua vida no Sado, desde o homem que apanha os chocos, à senhora que trabalhou nas ostras e na apanha do sal e que hoje trabalha na piscicultura”, exemplificou Rui Canas Gaspar ao DIÁRIO DA REGIÃO.

O autor explicou também porque razão o narrador do livro é o próprio rio personificado. “Achei que seria interessante ser o Sado a contar a sua própria história de vida”, disse, frisando que esta é uma obra baseada em factos e que ainda assim não deixa de enquadrar “algumas lendas, como a lenda dos golfinhos do Sado”.

O rio, cuja nascente se localiza na Serra da Vigia, em Ourique, tem 180 quilómetros de comprimento e é o único, a par do Rio Mira, em Odemira, que corre de sul para norte, desaguando no Oceano Atlântico. Nessa perspectiva, também é referida a relação do rio com a Baía de Setúbal, que integra o Clube das Mais Belas Baías do Mundo desde 2002.

Rui Canas Gaspar pretende que esta obra sirva um propósito “pedagógico”, transmitindo conhecimento aos setubalenses para que cuidem melhor do património natural, e ao mesmo tempo de promoção do turismo, numa altura em que “Setúbal está a viver uma revolução que é pôr os setubalenses novamente virados para o rio”, afirmou.
Texto: https://diariodaregiao.pt/2017/07/09/rui-canas-gaspar-lanca-livro-sobre-o-rio-sado/

“Sado” é o décimo primeiro livro lançado por Rui Canas Gaspar, nascido e criado nas margens do Sado há 69 anos e o grande impulsionador do grupo “Coisas de Setúbal”
 Apresentação pela Drª. Paula Borrego.
O autor a apresentar o seu mais recente livro "Sado"
Aqui estou eu na fila à espera de falar com o amigo e escritor para ser agraciado com uma dedicatória.
Algumas palavras e troca de recordações de bons momentos que vivemos no escutismo.

Marcador do livro O Sado


Marcador do livro Sado do meu amigo e escritor Rui Canas Gaspar.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Histórias Coisas e Gentes de Setúbal

Dedicatória do meu amigo Rui Canas Gaspar.

"Para o meu velho amigo Francisco Oliveira com o desejo de que se possa perder na leitura destas coisas de Setúbal"

Ao longo de duas centenas de páginas do “Histórias Coisas e Gentes de Setúbal”, o autor delicia-nos com as mais variadas narrativas que vão dos tesouros romanos encontrados em Setúbal à bela e trágica história do Palácio da Comenda; do nascimento e acção do Coral Luísa Todi à “dança” dos monumentos setubalenses; narrando aqui também alguns aspectos da vida pública de figuras bem conhecidas dos setubalenses que vão do popular Finura à primeira rainha do Sado.

Este é sem dúvida um livro que qualquer setubalense vai gostar de ler atendendo à diversidade e natureza dos assuntos tratados e que representam mais um contributo do autor para a preservação da história local. 
Texto retirado de: http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=25000182
Acabei de ler este interessante livro do meu amigo Rui Canas Gaspar que fala da minha bela cidade de Setúbal, das nossas gentes, um livro cheio de conhecimentos sobre a cidade do rio azul . 

Um excelente livro, que recomendo a todos os setubalenses e não só.

Marcador Gentes do Rio Homens do Mar


Marcador de livros referente ao livro Setúbal - Gentes do Rio, Homens do Mar de Rui Canas Gaspar.

SETÚBAL – Gente do Rio, Homens do Mar é um livro com 250 páginas, onde são apresentados meia centena de textos e uma centena de fotos ilustrativas, representando um pequeno contributo para um melhor conhecimento das coisas de Setúbal.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Uma Nuvem num Pote de Barro - Miguel de Castro Henriques

Autografo e dedicatória do meu amigo o escritor Miguel Henriques

“Gostava de um dia ler estes meus contos como se fossem de outra pessoa, de alguém que ao mesmo tempo sou eu e não sou se. Escrevi-os sem atravessar as torturas que dizem ter o acto criativo. Ao contrário, deixei-me levar por uma voz interior pequena, quase muda e reticente, e de aparição instável, de tal modo que o subtítulo deste livro poderia ser “Contos da Pequeníssima Lua”.
Penso que os contos são um modo de regressarmos a nós, à surpresa de ser e redescoberta da nossa identidade, e também são entretenimento. Esta é uma palavra de que a industria dos media se apropriou para adormecer a nova tribo planetária, a tribo audiovisual. Porém, entreter tem um significado mais amplo do que uma simples diversão, tem a ver com um domínio do tempo, com uma suspensão do tempo, que o pode dilatar e fazer entrar no registo do tempo mítico.
Sendo assim estes contos foram escritos contra e a favor do tempo moderno. Contra, porque a fragmentação, nova formatação e compactamento do tempo moderno induzem experiências esquizofrénicas; a favor, porque tem a haver um tempo absolutamente moderno que abranja todos os tipos de tempo que até agora experienciámos.
Toquei em alguns personagens lendários da história de Portugal, e tratei de trazer à luz o seu lado obscuro, labiríntico, em vez da versão platónica que aprendi na infância. Para mim, a contemporaneidade mais vibrante brinca com uma re-apropriação e re-invennção de todos os passados e também com um certo jogo barroco do significante.
No entanto, nunca se consegue o objectivo; mesmo depois da flecha acertar no alvo, o alvo continua a voar. Talvez seja esse afinal o objectivo: encontrar um novo alvo”
Miguel de Castro Henriques


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Miguel de Castro Henriques (Buenos Aires, 5 de Junho de 1954) é um escritor, poeta, pintor e tradutor, representante do surrealismo português.
Frequentou a Faculdade de Medicina de Lisboa e estudou filosofia na Faculdade de Vincennes, onde foi aluno de Gilles Deleuze. Durante a sua estadia em Paris em 1971 frequenta a Academia IFIF de La Petite Lune. Com João de Sousa Monteiro fundou o Movimento Abaldista ou Abald, em ano incerto, num golpe de sorte. Fez parte do grupo dissidente "Os Surrealistas" do qual fazem parte entre outros os seguintes poetas Virgílio Martinho, Herberto Helder, António Quadros, M.S.Lourenço, Nicolau Saião, Mário Botas, Hermínio Monteiro e Miguel de Castro Henriques. Mais tarde com Mário Cesariny e M.S.Lourenço fundou o Bureau Surrealista ainda em actividade.
Miguel de Castro Henriques tem amplamente praticado a escrita e a pintura automática, e alguns dos seus livros de contos, como Uma Nuvem num Pote de Barro foram publicados na Assírio&Alvim.

Marcador de Livros - Fernando Pessoa


o Marcador de livro da Assírio & Alvim referente à obra de Fernando Pessoa.

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares. 
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. © 2003 Porto Editora, Lda.

Texto: https://www.wook.pt/autor/fernando-pessoa/2103

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Kafka à beira-mar - Haruki Murakami


Mais um excelente trabalho do Murakami, este livro é provavelmente o seu melhor trabalho, tendo eu lido já algumas das suas obras. Aconselho sem reservas.

SINOPSE
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos. 
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
"Sou livre. Fecho os olhos e penso com toda a minha força na minha nova condição, ainda que não esteja bem certo do que significa. Tudo o que sei é que estou completamente sozinho. Desterrado numa terra desconhecida, como um explorador solitário sem bússola nem mapa."

«Um dos melhores romances de Murakami.»
Newsweek

«Kafka à Beira-Mar é vivamente recomendado; leia-o ao seu gato.»

Washington Post

Marcador de Livros - Kafka à beira mar


Marcador que acompanha o livro de Murakami - Kafka à beira mar.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Fernão Mendes Pinto - Wenceslau de Moraes


A editora Livros de Bordo reeditou recentemente Fernão Mendes Pinto de Wenceslau de Moraes um escritor muito esquecido e que viveu e escreveu sobre o Japão.
Era importante a reedição de toda a sua obra.

«Referindo-me agora particularmente a Mendes Pinto, assalta-me o desejo irresistível de abraçá-lo... em espírito, como a um irmão, um irmão mais velho na boémia da vida e nos baldões da sorte, e de bradar-lhe, consolando-o: - Não, meu querido Fernão. Sossega. Tu não foste um mau homem, quero dizer, tu não foste, no caso menos favorável para a salvação da tua alminha, pior do que os outros homens. O que tu foste, para a tua época, foste um notabilíssimo escritor e um maravilhoso impressionista, além de um traficante de pouca habilidade e de um aventureiro incorrigível. A sem-cerimónia, com que contas tanta soma de torpezas e os próprios pecadilhos, mais vem talvez abrilhantar as tuas raras qualidades de narrador, que diz tudo que vê, tudo que sabe, tudo que pensa.»

Wenceslau de Moraes

Itenerario da 1ª viagem de Fernão Mendes Pinto no Japão. 

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