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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

As Janelas do Céu de Gonzalo Giner

Livro de Gonzalo Giner autografado e com dedicatória. 
SINOPSE

Na Idade Média houve quem erguesse magnas catedrais, mas foram os mestres vidreiros quem as transformou nas janelas do céu.

No século XV, Hugo de Covarrubias decide que não quer tomar as rédeas do negócio do pai, um mercador de lãs. Esta decisão faz que parta de Burgos em busca da sua vocação, votando ao abandono o negócio familiar, o ambicioso meio-irmão Damián, e Berenguela, o seu grande amor.
No entanto, tudo muda quando descobre que o pai está a ser atraiçoado e vê-se obrigado a fugir para salvar a vida num baleeiro basco e conhece Azerwan, um homem fascinante que se define como contador de lendas e com quem iniciará em África um prometedor negócio de venda de sal.
Tudo corria bem até que uma vingança o obriga a fugir de novo, desta vez com uma mulher e um extraordinário falcão, em busca do seu verdadeiro destino: aprender a arte dos vitrais.
Um romance épico com panos de fundo variados numa época em que as antigas catedrais se foram abrindo para se transformarem em autênticos sacrários de vidro, perante os quais os fiéis acreditavam estar junto das Janelas do Céu.

domingo, 1 de setembro de 2019

Biblioteca da Universidade de Salamanca

A Universidade de Salamanca é a mais antiga de Espanha e a quarta fundada na Europa, posterior somente as universidades de Bolonha, Oxford e Paris.

Tive o prazer de visitar esta magnifica biblioteca, que foi a primeira biblioteca de universidade da Europa foi fundada em Fevereiro 1254 pelo rei Afonso X de Castela , apelidado muito justamente o Sábio.




A bela fachada da entrada principal da antiga Universidade.

Salamanca, Agosto de 2019.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Livraria Culsete

A antiga Livraria Culsete na Av. 22 de Dezembro em Setúbal voltou a abrir portas com um novo visual interior e nova gerência.
Aqui ficam algumas fotos do interior da livraria de que eu gostei bastante.




Gostei deste painel de mensagens.

Como não podia deixar de ser ao entrar numa livraria trago sempre um livro comigo e desta vez comprei uma reedição do livro O Instinto Supremo de Ferreira de Castro.

sábado, 1 de junho de 2019

Não se Pode Morar nos Olhos de Um Gato

SINOPSE
Em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil. Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos... Todos são vencedores na morte, perdedores na vida. O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia. Ao contrário do que pensam, não estão sós naquele cárcere, com os penhascos enquanto sentinelas, cercados de infinitos, entre o céu e o oceano. Trazem com eles todos os seus remorsos, todos os seus fantasmas. E mais difícil do que fazerem-se ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género, os de credo. Para sobreviverem, terão de se transformar num monstro funcional com muitos braços e muitas cabeças; serão tanto mais deuses de si próprios quanto mais se tornarem humanos e conseguirem um estado de graça a que poucos terão acesso: a capacidade de se colocarem na pele do outro.
Um livro que nos fascina desde a primeira página, muito envolvente e que recomendo.

domingo, 10 de março de 2019

A Criação do Mundo

 PREFÁCIO DO AUTOR 

 Querido Leitor: 

Vais ler de uma assentada, se a macicez do texto te não desanimar a curiosidade, os seis dias desta Criação do Mundo, que foram aparecendo nas montras separadamente, à medida que iam decorrendo. Livro temerariamente concebido na mocidade, imprevisível na trama e no rumo, só o tempo lhe podia dar corpo e remate, traçando-lhe o enredo e marcando-lhe a duração. O que acabou por acontecer, já que os fados, condoídos da cegueira do projecto, não quiseram calar, antes de ele ser levado a cabo, a voz do autor.

Todos nós criamos o mundo à nossa medida. O mundo longo dos longevos e curto dos que partem prematuramente. O mundo simples dos simples e o complexo dos complicados. Criamo-lo na consciência, dando a cada acidente, facto ou comportamento a significação intelectual ou afectiva que a nossa mente ou a nossa sensibilidade consentem. E o certo é que há tantos mundos como criaturas. Luminosos uns, brumosos outros, e todos singulares. O meu tinha de ser como é, uma torrente de emoções, volições, paixões e intelecções a correr desde a infância à velhice no chão duro de uma realidade proteica, convulsionada por guerras, catástrofes, tiranias e abominações, e também rica de mil potencialidades, que ficará na História como paradigma do mais infausto e nefasto que a humanidade conheceu, a par do mais promissor. Mundo de contrastes, lírico e atormentado, de ascensões e quedas, onde a esperança, apesar de sucessivamente desiludida, deu sempre um ar da sua graça, e que não trocaria por nenhum outro, se tivesse de escolher. Plasmado finalmente em prosa — crónica, romance, memorial, testamento —, tu dirás, depois da última página voltada, se valeu a pena ser visitado. Por mim, fiz o que pude. Homem de palavras, testemunhei com elas a imagem demorada de uma tenaz, paciente e dolorosa construção reflexiva frita com o material candente da própria vida.

 Coimbra, Julho de 1984

  Miguel Torga

Um romance autobiográfico que se lê muito bem apesar das suas 560 páginas e que para mim foi uma agradável surpresa, aconselho vivamente a sua leitura.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Leituras 2018

Mais um ano passou com algumas boas leituras, aqui deixo a minha lista de livros que ao longo do ano de 2018 fui lendo, alguns foram releituras como foi o caso de alguns livros do Eça de Queiroz e do Miguel Torga.

01 - A Livraria dos Destinos - Veronica Henry
02 - Os Loucos da Rua Mazur - João Pinto Coelho
03 - Um Mundo Sem Fim Vol 1 - Ken Follett
04 - Um Mundo Sem Fim Vol 2 - Ken Follett
05 - Uma Coluna de Fogo - Ken Follett
06 - Madame Bovary - Gustave Flaubert
07 - O Que Fazer? - Nicolai Tchernichevski
08 - Coração Mais Que Perfeito - Sérgio Godinho
09 - Ensina-me a Voar Sobre os Telhados - João Tordo
10 - O Senhor Ventura - Miguel Torga
11 - A Última Fronteira - Rui Canas
12 - Uma Fortuna Perigosa - Ken Follett
13 - Criação do Mundo - Miguel Torga
14 - Contos da Montanha - Miguel Torga
15 - Novos Contos da Montanha - Miguel Torga
16 - Da Família - Valério Romão
17 - Autismo - Valério Romão
18 - Cair para Dentro - Valério Romão
19 - O Crime do Padre Amaro - Eça de Queiroz
20 - Contos - Eça de Queiroz
21 - A Correspondência de Fradique Mendes - Eça de Queiroz
22 - O Conde de Abranhos - Eça de Queiroz
23 - As Minas de Salomão - Eça de Queiroz
24 - Jogos Perigosos - Rodrigo Guedes de Carvalho
25 - A Casa Quieta - Rodrigo Guedes de Carvalho
26 - Nome de Código Leopardo - Ken Follett
27 - A Contagem Descrente - Ken Follett
28 - Ilusões Perdidas - Balzac
29 - Todos os Dias são Meus - Ana Saragosa
30 - Se esta Rua Falasse - James Baldwin
31 - A Tragédia da Rua das Flores - Eça de Queiroz
32 - Cartas de Casanova - António Mega Ferreira
33 - A Nossa Alegria Chegou - Alexandra Lucas Coelho
34 - Os Irmãos Karamázov Vol 1 - Dostoievski
35 - A Boneca de Kokoschka - Afonso Cruz
36 - Os Irmãos Karamázov Vol 2 - Dostoievski

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Senhor Ventura de Miguel Torga


«E que história a sua! – pícara, ingénua, maliciosa, safada, trágica, ao fim, porque em tragédia sempre morrem os mitos. [...] E, no entanto, que mais português que o Ventura, na sua peregrinação, entre mortos e feridos, miséria e grandeza, amores e traições, fomes e febres, e alegrias – entre o Oriente, Tatiana e Penedono?
[...]
Pode finalmente dizer-se que jamais um mito tão bem baptizado foi, em nome assim e fatalmente português.»   
José-Augusto França

Livro oferecido pelos meus filhos que já o li e aconselho vivamente a sua leitura.

domingo, 18 de novembro de 2018

Todos os Dias São Meus de Ana Saragoça

Autografo e dedicatória da Ana Saragoça.
"Para o Francisco, desejando que todos os dias sejam seus"
SINOPSE
Um prédio. Uma morte. Um mistério.Não se trata, porém, de um romance de pretexto policial. É verdade que há polícias e testemunhas - sobretudo testemunhas - e alguns suspeitos. Mas Todos os Dias são Meus é um extraordinário retrato do Portugal profundo, com os seus tiques, os seus ressentimentos, os seus ridículos.

sábado, 6 de outubro de 2018

Valério Romão - Cair para dentro

Dedicatória e autografo do escritor Valério Romão. 
SINOPSE
Cair para Dentro narra a história de duas mulheres, Virgínia e Eugénia, unidas pela relação mãe-filha.

Eugénia, a filha, não foi educada para ser um adulto independente e, embora seja professora universitária, a mãe controla o seu dinheiro, o seu tempo, proibindo-a até de ter telemóvel. Quando Virgínia começa a desenvolver sintomas de demência, Eugénia vê-se obrigada, deixando aquela infância artificial construída pela sua mãe, a crescer e a cuidar de todos os aspectos práticos da vida de ambas. Até descobrir que, no estado em que a mãe se encontra, a vingança é uma possibilidade. 

Cair para Dentro explora até ao limite as dificuldades das relações humanas e os dilemas morais que delas decorrem.


A apresentação do livro com o autor o Valério Romão acompanhado do livreiro Joaquim Gonçalves da livraria A das Artes em Sines.



Ensina-me a voar sobre os telhados

SINOPSE
Japão 1917. Por desonrar o nome da família, o jovem Katsuro é exilado pelo seu próprio pai, um poderoso governador, num ilhéu inóspito. Abandonado, o rapaz irá deparar-se, pela primeira vez, com o terrível segredo da família Tsukuda, enquanto luta para sobreviver à fome, à sede e à culpa.

Lisboa, cem anos depois. No Liceu Camões, um dos mais antigos da cidade, um professor de Geografia suicida-se numa sala de aula. O nosso narrador, funcionário do liceu e alcoólico em recuperação, decide inaugurar uma reunião semanal para ajudar os colegas a superar o choque. Numa noite de Inverno, um misterioso desconhecido aparece no encontro. É japonês e chama-se Tsukuda. O seu estranho comportamento desperta no narrador um fascínio doentio. Ambos são perseguidos pelo passado, ambos desejam o impossível.

Algures entre o sonho e a mais pura realidade, Ensina-me a voar sobre os telhados é um lugar onde um pai e um filho aprendem a amar-se,é um espaço onde se procura aceitar dores antigas e abraçar a fragilidade humana. Um romance que é uma elegia à beleza imperfeita da vida.

Um livro que aconselho vivamente.

domingo, 16 de setembro de 2018

Coração mais que Perfeito de Sérgio Godinho

Autografo e dedicatória dado à Idalisa pelo Sérgio Godinho.
Coração mais que Perfeito é o título do primeiro romance de Sérgio Godinho e conta a história de Eugénia, “de quem se recorda o destino inverosímil, os desaires e os momentos de felicidade, a infinita capacidade de se reerguer e de continuar a viver”.
É uma narrativa que percorre os temas que Sérgio Godinho sempre cantou. Vitórias e derrotas, amor, sexo, família, livros e palcos. Como as vidas se entrelaçam, se encontram e se perdem.
Esta é a história de Eugénia, de quem se recorda o destino inverosímil, os desaires e os momentos de felicidade, a infinita capacidade de se reerguer e de continuar a viver em Portugal e em França, na adolescência e na idade adulta, na desilusão e na alegria (e na sua relação com os livros e com o sexo). É também a história de Artur, uma espécie de funâmbulo que atravessa (quase) todos os abismos. E a de todas as personagens que vivem em trânsito do passado para o presente, ao longo de uma história de amor invulgar e de desenlace inesperado.
Uma história torneada, daquelas com que os humanos tentam fazer compreender a sua espécie às constelações mais longínquas. Trívia, artes musicais e pictóricas, ruídos tirados da natureza, de riachos, uma obra-prima da leitura em várias línguas, objectos do dia-a-dia, um bilhete para uma viagem romântica a dois, telemóveis com carregador, um saca-rolhas, e um preservativo, talvez o artefacto mais intrigante para qualquer extraterrestre.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Jogos de Raiva - Rodrigo Guedes de Carvalho

Dedicatória e autografo do escritor Rodrigo Guedes de Carvalho no livro Jogos de Raiva a sua última obra.  
SINOPSE
Um homem levanta a voz acima da algazarra de conversas. E pede que ponham mais alto o som do televisor do restaurante. É então que todos reparam no que ele vê. Não percebem ou não acreditam. E na rua, no bairro, na cidade, no país, homens, mulheres e crianças vão-se calando. Está por todo o lado, a imagem horrível e hipnotizante. O homem que pediu silêncio leva as mãos à cara e pensa: como chegámos aqui?

A era da comunicação global trouxe inimagináveis maravilhas. Partilhas imediatas de ensinamentos, denúncias e solidariedades. Mas permitiu também que saísse das cavernas uma realidade abjecta. Insultos, ameaças, ironias maldosas. Nunca, como hoje, a semente do ódio foi tão espalhada. 

É sobre este pano de fundo que se conta a história de uma família. Três gerações a olhar para um futuro embriagado num estado de guerra. Uma família que esconde, enquanto puder, um segredo. 
Jogos de Raiva traça duros retratos sem filtro sobre medos e remorsos, sobre o racismo, a depressão, a sexualidade, o jornalismo, a adopção, a arte e a amizade. E o poder das histórias. 
É sobre a urgência da confiança, da identidade e do amor. 

É um livro sobre todos nós, à deriva num novo mundo

O escritor Rodrigo Guedes de Carvalho na apresentação do seu último livro no Centro de Artes em Sines na companhia do livreiro Joaquim Gonçalves da livraria A das Artes em Sines.





Ora aqui estou eu  na sessão de autógrafos e ainda deu para trocar umas "chalaças" com o bem disposto Rodrigo Guedes de Carvalho.

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