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quarta-feira, 7 de março de 2018

O Caminho Imperfeito de José Luís Peixoto

Para o Francisco Oliveira, este caminho, imperfeito como todos.
Com um abraço,
José Luís Peixoto
SINOPSE
Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspectos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. 

A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida.

Faço minhas as palavras do comentador António José Cravo

Um livro com uma estrutura que nos surpreende. logo no início parece um policial, páginas depois defrontamo-nos com aquilo que poderia ser literatura de viagem, a que se sucedem pequenas meditações, muito intimistas - conversas com o leitor, inclusivé - com regressos frequentes a Galveias e a Lisboa. para quem tem acompanhado a escrita do autor, e eu tive a oportunidade de ler o livro e depois falar com josé luís peixoto, é mais uma obra de referência a não perder. sobrevoa-se las vegas, passeia-se pela Tailândia, mergulha-se em José Luís Peixoto.


  Este livro tem três gravuras a preto e branco e a minha irmã Maria de Lurdes (Milu) teve a amabilidade e a generosidade de as pintar para mim. O meu muito obrigado pois ficaram espectaculares.




sábado, 3 de março de 2018

José Luís Peixoto - Fotos

Algumas fotos do José Luís Peixoto na apresentação do seu último livro O Caminho Imperfeito na livraria A das Artes em Sines com o livreiro e amigo Joaquim Gonçalves.

A Rafinha filha do amigo Joaquim Gonçalves.




Ora aqui estou eu com o José Luís Peixoto depois de uma amena cavaqueira e de ele ter autografado o seu último livro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

José Luís Peixoto - Galveias


Autografo e dedicatória do autor.
"Para o Francisco Oliveira, estas páginas, raízes cravadas na terra.
Com a estima de José Luís Peixoto"


Galveias está entre os grandes romances alguma vez escritos sobre a ruralidade portuguesa.
O universo toca uma pequena vila com um mistério imenso. Esse é o ponto de acesso ao elenco de personagens que compõe este romance e que, capítulo a capítulo, ergue um mundo.
Como uma condensação de portugalidade, Galveias é um retrato de vida, imagem despudorada de uma realidade que atravessa o país e que, em grande medida, contribui para traçar-lhe a sua identidade mais profunda.

Críticas de imprensa

«Como Saramago, José Luís Peixoto é um escritor tocado pelo génio.»
Urbano Tavares Rodrigues

«Estamos perante um grande ficcionista e, também, um grande prosador da língua portuguesa, capaz de extraordinárias notações do real, de ritmos inovadores e até de uma relação estrutural com as formas musicais que não tem precedentes entre nós.»
Vasco Graça Moura

«Um dos escritores mais dotados do seu país.»
Le Monde

«Peixoto tem uma extraordinária forma de interpretar o mundo, expressa pelas suas escolhas certeiras de linguagem e de imagens.»
Times Literary Supplement

«Peixoto articula um interessante discurso sobre a identidade e a orfandade, e elabora em paralelo um maravilhoso retrato psicológico do mundo rural português.»
El País

Texto: www.wook.pt

Conversa animada de José Luís Peixoto com o livreiro Joaquim Gonçalves o grande dinamizador destas sessões culturais na livraria A Das Artes em Sines.
Uma plateia muito atenta. 
José Luís Peixoto com a sua contagiante alegria na apresentação da sua obra Galveias.
Fila para os autógrafos e uma palavra com o autor. 

sábado, 21 de novembro de 2015

Marcadores de Livros - José Luís Peixoto



Biografia:

José Luís Peixoto nasceu a 4 de Setembro de 1974 em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de idiomas e estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago com o romance Nenhum Olhar, que foi incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra no ano de 2007, tendo também sido incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias norte-americanas Barnes & Noble. Foi atribuído ao seu livro A Criança em Ruínas o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para o melhor livro de poesia. O seu romance Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha em 2007, tendo sido finalista do prémio Portugal Telecom (Brasil) e do International Impac Dublin Literary Award (Irlanda). Em 2008, recebeu o Prémio de Poesia Daniel Faria com o livro Gaveta de Papéis. Em 2010, o seu romance Livro venceu o prémio Libro d'Europa, em Itália, e foi finalista do prémio Femina, em França. Em 2012, publicou Dentro do Segredo, Uma Viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em vinte idiomas.

Obras Publicadas

Ficção
2000 - Morreste-me
2000 - Nenhum Olhar
2002 - Uma Casa na Escuridão
2003 - Antídoto
2006 - Minto Até ao Dizer que Minto (distribuído apenas com a revista Visão)
2006 - Cemitério de Pianos
2007 - Hoje Não (distribuído apenas com a revista Sábado)
2007 - Cal
2010 - Livro
2011 - Abraço
2014 - Galveias
2015 - Em teu ventre

Poesia
2001 - A Criança em Ruínas
2002 - A Casa, a Escuridão
2008 - Gaveta de papéis

Literatura de Viagem
2012 - Dentro do Segredo - Uma viagem na Coreia do Norte

Literatura Infantil
2012 - A mãe que chovia

Obras de teatro
2006 - Anathema Estreada no Theatre de la Bastille em Paris.
2007 - À Manhã Estreada no Teatro São Luiz em Lisboa.

2007 - Quando o Inverno Chegar Estreada no Teatro São Luiz em Lisboa.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

JOSÉ LUÍS PEIXOTO - Apresentação e autografos

Apresentação do novo romance "Galveias" com a presença do escritor José Luís Peixoto na Livraria A das Artes em Sines no próximo dia 19 de Dezembro pelas 18.00 horas.  



domingo, 4 de abril de 2010

JOSÉ LUÍS PEIXOTO - Cemitério de Pianos




José Luís Peixoto oferece-nos um texto mágico, no qual se cruzam, numa interacção fluida, diálogos cúmplices com a grande tradição da literatura portuguesa e universal.
Um romance que começa com uma narrativa simples e linear mas que aos poucos se torna cada vez mais complexa, resultado de um puzzle de imensos pedaços de texto em que cada um foca uma determinada situação temporal que é por sua vez relatada por personagens distintos, num encadeamento de saltos cronológicos para trás e para a frente, onde a história de um dos personagens principais e aparente autor/narrador do livro se confunde com a história do seu neto, estando a base do romance centrada na história do seu filho Francisco Lázaro, corredor da maratona dos Jogos Olímpicos de 1912 (onde falece no decorrer da mesma), e dos seus outros três filhos, Marta, Maria e Simão. O leitor fica preso a um enredo onde constantemente se questiona se determinado personagem se trata do avô ou do neto, encontrando um nó cego com provas de ambas as condições sem que tais se contradigam de forma absoluta, estando a chave do labirinto narrativo na oficina da família que alberga um cemitério de pianos que constantemente são usados para reparação e reconstrução de outros pianos, metáfora que dá corpo a uma história de três gerações onde todos os personagens se reconstroem uns nos outros, e onde cada um dá uma perspectiva diferente da sua própria história, sendo denominador comum os amores idealizados e as frustrações concretizadas, num misto de ternos momentos de felicidade e tragédias cruéis, símbolos de vidas comuns com um quotidiano monótono mas onde as expectativas e realizações de cada um lhe dão cores vivas e diferentes, matizadas de forma poética pelo escritor deste romance.

Misturando factos a partir de pontos de vista de cada personagem com alguns momentos de fantasia e irrealidade, o relato de um morto acerca dos momentos de antes e de depois da sua morte, dos relatos de vida do seu filho também morto até ao momento da sua morte, as sentenças duras da neta de três anos em dois diálogos adultos com o espírito do avô, colocando em perspectiva a idílica visão do avô acerca da sua vida e a contrastante dura visão que os seus familiares tinham acerca dele. Com violentos e duros momentos que marcam a vida dos seus filhos, sobressaem os eternos laços de sentimentos que os unem e que geram momentos aparentemente vulgares mas plenos de significação emotiva que adjectivam e dão sentido às suas aparentemente vazias existências.

O livro deixa o leitor em suspenso e curioso até ao seu final devido aos constantes episódios partidos que pedem continuação e fecho, oferecendo momentos de morte que coincidem com momentos de nascimento, histórias de amor, de desilusão, de traições, de ambições e de acomodação, em pequenas peças que se vão montando de forma difusa e labiríntica, juntando-se num todo tornado consistente até final do livro, numa orquestração subtil e bem encadeada que não alcança mais que aquilo que promete de início, consolidando uma talvez triste história de vidas desperdiçadas, mas que comove e deixa uma ideia de vidas realizadas com muitos momentos de terna eternidade completados com a esperança do devir que afinal sempre repete.


Como nota de rodapé, o interessante trabalho biográfico efectuado em torno da pessoa real que foi o atleta Francisco Lázaro, e da temática dos pianos e da sua sonoridade como alicerces de uma analogia entre as os delicados mecanismos físicos e a beleza pura do som que se pode obter deles, com a fragilidade e diversidade de sentimentos e sensações do ser humano, reparáveis e reconstruíveis.
JOSÉ LUÍS PEIXOTO - Biografia
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (variante Inglês e Alemão), pela Universidade Nova de Lisboa, foi professor em vários pontos do país e em Cabo Verde.

Actualmen
te trabalha como jornalista e crítico literário em vários jornais e tem colaborado, com textos de ficção, em revistas literárias. Entre outros textos seus que têm sido encenados, fez o guião para um vídeo do músico rap Sam the Kid e o libreto para uma ópera para crianças baseada no mito de Orpheu e Eurídice, encenada pela companhia teatral Útero.

Começou a publicar prosa e poesia no suplemento «DN Jovem», do jornal Diário de Notícias, tendo sido vencedor do Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude em 1997, 1998 e 2000. Alguns desses poemas foram publicados posteriormente nos cadernos Átis e reunidos no volume A criança em ruínas (2001).

Nenhum olhar, publicado no ano 2000, o primeiro romance de José Luís Peixoto, foi imediatamente saudado como uma grande obra de estreia: venceu o Prémio Literário José Saramago e foi seleccionado para dois dos mais conceituados prémios literários: o Grande Prémio de Romance e Novela da A.P.E. e o Prémio de Ficção do PEN Clube Português. Blank gaze (na tradução inglesa) foi incluído na lista dos melhores livros de ficção publicados no Reino Unido em 2007 do jornal britânico Financial Times.

Está publicado em mais de dez línguas.

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