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sábado, 18 de junho de 2022

Cuidado com o cão

Autografo e dedicatória do escritor Rodrigues Guedes de Carvalho no livro "Cuidado com o cão", quando da sua apresentação na livraria A das Artes em Sines.

Sinopse

Em plena pandemia, um médico reformado está confinado na casa onde vive só, atormentado por recordações dolorosas, quando lhe bate à porta uma mulher que ele nunca viu, mas que garante conhecê-lo bem. Duas irmãs que nunca se separaram um único dia caem num inesperado abismo e, por causa de um incidente, passarão sete anos sem se ver. E quatro cães desempenham papéis importantes nas vivências das personagens principais, cujas vidas acabam por se cruzar da forma mais inesperada.

Cuidado com o Cão é uma narrativa comovente sobre amor e redenção. Um livro carregado dos mais fortes e inconfessáveis sentimentos, e onde subitamente surge o enfermeiro Luís Gustavo e onde o carismático médico Pedro Gouveia assume um papel preponderante.

Sem constituírem nenhuma série, O Pianista de Hotel, Jogos de Raiva e Cuidado com o Cão têm a particularidade de tecer uma rede de personagens que se cruzam continuamente. Mas se é verdade que cada um destes romances tem uma história autónoma e se basta a si próprio, também é verdade que no seu conjunto constroem algo maior, um universo único onde estamos sempre desejosos de regressar.

Li e gostei, aconselho a sua leitura.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

As Pessoas Invisíveis

Dedicatória e autografo do José Carlos Barros no livro "As Pessoas Invisíveis" que apresentou em Sines na livraria A das Artes.
SINOPSE
Em 1980, é encontrado em Berlim um caderno que relata a descoberta, em terras portuguesas, de uma jazida de ouro, segredo que levará o leitor aos anos da Segunda Guerra Mundial, à exploração de volfrâmio e à improvável amizade de um engenheiro alemão com o jovem Xavier Sarmiento, que descobre ter o dom de curar e se fascina com a ideia de poder. É a sua história, de curandeiro e mágico a temido chefe das milícias, que acompanharemos ao longo do romance, assistindo às suas curas e milagres, bem como aos amores clandestinos e à fuga intempestiva para África.

Percorrendo episódios da vida portuguesa ao longo de cinco décadas - das movimentações na raia transmontana durante a Guerra Civil de Espanha à morte de Francisco Sá Carneiro -, As Pessoas Invisíveis é também a revisitação de um dos eventos mais trágicos e menos conhecidos da nossa História colonial: o massacre de um grande número de nativos forros, mostrando como o fim legal da escravatura precedeu, em muitas dezenas de anos, a sua efectiva abolição.

Entre realismo e magia, poder e invisibilidade, ignomínia e sobressalto, o presente romance, de uma maturidade literária exemplar, foi o vencedor do Prémio LeYa em 2021.

José Carlos Barros (Boticas, 1963) é licenciado em Arquitetura Paisagista pela Universidade de Évora e vive no Algarve, em Vila Nova de Cacela. A sua atividade profissional tem sido exercida nos domínios do ordenamento do território e da conservação da natureza. Foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa. É autor, entre outros, dos livros de poesia Uma Abstracção Inútil, Todos os Náufragos, Teoria do Esquecimento, Pequenas Depressões (com Otília Monteiro Fernandes) e As Leis do Povoamento (editado também em castelhano). Com Sete Epígonos de Tebas venceu o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009. Em 2003 estreou-se na prosa com O Dia em Que o Mar Desapareceu. Venceu vários prémios literários (com destaque para o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, que lhe foi atribuído duas vezes) e os seus textos poéticos estão publicados em vários países. O Prazer e o Tédio foi o seu primeiro romance, seguido de Um Amigo Para o Inverno (Casa das Letras, 2013), com o qual foi finalista do Prémio LeYa em 2012. Os seus livros mais recentes (poesia) são os seguintes: O Uso dos Venenos, ed. Língua Morta (2ª edição, 2018), A Educação das Crianças, ed. Do Lado Esquerdo Editora, 2020, Estação – Os Poemas< do DN Jovem, 1984-1989, ed. On y Va, 2020, e Penélope Escreve a Ulisses, Edições Caixa Alta, 2021.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Integrado Marginal

Dedicatória e autografo de Bruno Vieira Amaral no excelente e bem documentado livro que é uma biografia do escritor José Cardoso Pires "Integrado Marginal".
SINOPSE

Notívago, boémio, brigão. Receoso de que a imagem pública lhe ensombrasse os méritos literários. Crítico do marialvismo. Acusado de ser marialva. Bem relacionado. Obcecado com a própria independência. O maior escritor da segunda metade do século XX. Um escritor datado e sem a mesma projeção internacional de um Lobo Antunes ou de um Saramago. Um espírito insubmisso. Um casamento duradouro. A convicção e a crença no próprio trabalho. Momentos de dúvida e angústia. Neste livro, vive um homem cuja personaldade foi formada no antagonismo. E um espírito que, apesar de amarrado a diversos ódios (ao campo, ao regime, à pequena burguesia da qual era originário, à literatura sentimental e demagógica, à polícia, à Igreja), nunca desistiu de Portugal e de ser escritor.

Da influência inicial da literatura anglo-saxónica, passando pela necessidade de encontrar uma "sintaxe citadina", ou pela importância de incorporar a experiência na criação literária sem cair no sentimentalismo ou no confessionalismo, até ao salazarismo enquanto quadro de mentalidades contra o qual toda a obra de Cardoso Pires se desenvolve, esta biografia dá a conhecer o processo de construção de um escritor.

Pela mão do destacado escritor Bruno Vieira Amaral, o leitor conhece a exigência obsessiva e quase doentia, a lentidão no processo de escrita e publicação e como isso entrava em contradição com a aspiração ao profissionalismo e com a insistência na dignificação do ofício de escritor que toda a vida José Cardoso Pires, o integrado marginal, defendeu.


 

terça-feira, 25 de maio de 2021

O Vício dos Livros de Afonso Cruz

Dedicatória e autografo que o escritor Afonso Cruz teve a amabilidade de me dar no livro O Vício dos Livros.

O Vício dos Livros

Na biblioteca do faraó Ramsés II estava escrito por cima da porta de entrada: «Casa para terapia da alma». É o mais antigo mote bibliotecário. De facto, os livros completam-nos e oferecem-nos múltiplas vidas. São seres pacientes e generosos. Imóveis nas suas prateleiras, com uma espantosa resignação, podem esperar décadas ou séculos por um leitor.

Somos histórias, e os livros são uma das nossas vozes possíveis (um leitor é, mal abre um livro, um autor: ler é uma maneira de nos escrevermos).

Nesta deliciosa colheita de relatos históricos e curiosidades literárias, de reflexões e memórias pessoais, Afonso Cruz dialoga com várias obras, outros tantos escritores e todos os leitores.

Este é, evidentemente, um livro para quem tem o vício dos livros.


Um belíssimo livro para quem não pode viver sem livros. Com texto e ilustrações de Afonso Cruz, um dos mais completos autores portugueses, que surpreende a cada novo livro.    Google Books





segunda-feira, 13 de abril de 2020

O Último Mugido de Germano Almeida

Autografo e dedicatória no livro O Último Mugido de Germano Almeida.
SINOPSE
«Mariza ficou parada a apreciar as estrondosas palmas com que as suas palavras foram coroadas. A seguir estendeu o braço para o presidente da Câmara, que a ajudou a descer no estrado. Um dos jovens entregou-lhe uma tocha acesa e ela encaminhou-se devagar para junto do caixão.»

Este é o seguimento de O Fiel Defunto, o anterior livro de Germano Almeida, que tinha acabado com o assassínio do escritor pelo seu melhor amigo. Neste, a sua mulher, Mariza, vai regressar da América para executar o testamento do escritor, nomeadamente a sua cremação pública numa praça do Mindelo.

terça-feira, 3 de março de 2020

Autobiografia de José Luís Peixoto

"Para o Francisco Oliveira, estas páginas, espelho que reflete em todas as direções.
Com a estima de
José Luís Peixoto"
SINOPSE
Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura.

A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa que, a partir de certo ponto, não se imagina como poderá terminar. José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e, ao mesmo tempo, aprofunda obsessões, numa obra marcante, uma referência futura.
«Nenhum leitor que se aproxime desta Autobiografia entrará no livro desprevenido. Saberá, para isso existem os meios de comunicação, que um jovem escritor chamado José, talvez o próprio autor quando começava, se encontra com um autor maduro e consagrado, esse sim com nome e sobrenome, José Saramago. Entre ambos, o que não existe fora do livro e o que existiu na vida real e literária, surge uma história de encontros e desencontros numa atmosfera que às vezes lembra, em outro tempo e circunstância, a que José Saramago criou para contar a vida de Ricardo Reis e Fernando Pessoa durante o ano em que ambos morreram. A história de Peixoto, ao contrário da de José Saramago, não é sobre morte, conta uma vida que começa com brios e desejos. O escritor consagrado é a referência, o futuro desejado, que provoca admiração e um incontrolável repúdio: em todas as circunstâncias da vida os mestres são a medida das coisas, o estímulo que precisa de ser combatido para que o aprendiz não fique cerceado. Este livro é a agónica luta do escritor jovem com amores e perdas, aventuras diversas aqui e ali, personagens que vêm de outros mundos, vozes diáfanas e vozes misteriosas, todas elas no compasso do ritmo próprio e já consagrado de José Luís Peixoto.»
Critica de Pilar del Rio, sobre Autobiografia

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Montemor, verdade e fantasia de Dília Brandão Fernandes

Foi com grande surpresa que recebi pelos correios este magnifico livro que a minha amiga Dília Brandão Fernades do blog http://rendadebirras.blogspot.com/  que teve a generosidade de me oferecer.
Autografo e dedicatória do livro Montemor, verdade e fantasia de Dília Brandão Fernandes.
"Para o amigo Francisco Oliveira na esperança de que as minhas estórias não o desiludam...
Um abraço da autora"
Sinopse breve

Em Montemor, verdade e fantasia, Dília Brandão Fernandes, junta trinta e uma estórias que resgatam do esquecimento um tempo sem retorno. Através de uma escrita simples mas cativante, onde se entrelaçam realidade e ficção, a autora relata memórias de Montemor-o-Velho, onde nasceu.

Acontecimentos coletivos e fenómenos hoje desaparecidos, usos, costumes e modos de vida dos anos 50-60 sustentam peripécias bem humoradas ou episódios mais sombrios protagonizados pelos habitantes da vila. São as jovens lavadeiras e as suas brincadeiras impensáveis, as bordadeiras e costureiras e o seu lavor, as trabalhadoras do arroz e a sua labuta, a sorte de mulheres companheiras da jornada de homens de virtudes e defeitos, quinteiros, agricultores, soldados, padres, as suas mágoas e os seus triunfos. São as figuras da terra, o gasolineiro, o farmacêutico, os médicos, o melómano, os “doutores” e os trabalhadores do campo, as suas brigas e ajustes de contas, e ainda seus ídolos, o ciclista Alves Barbosa, ou o artista e inventor das Espigas Doces, Henrique Flórido, que conseguiu fazer história na doçaria regional com as Espigas Doces. É também a paisagem anualmente transfigurada pelas cheias do rio Mondego, a escola da disciplina “à reguada” e o recreio, sessões de cinema ao ar livre que provocavam emoções fortes nunca vistas, as feiras da fartura e da miséria humanas, os pobres que pediam esmola de porta em porta aos sábados de manhã quase um  ritual, ou ainda a banda filarmónica no olhar de uma criança, entre outros ecos ímpares de um tempo e Montemor hoje incomparáveis.

O livro, uma edição de autor, de 196 páginas, inclui também mais de duas dezenas de fotografias de Montemor antigo, a preto e branco, feitas pela autora, e um prefácio escrito por Manuel Carraco dos Reis.

Sinopse retirada do blog http://rendadebirras.blogspot.com/2019/06/montemor-verdade-e-fantasia-sessao-de.html



Aconselho vivamente a leitura deste excelente livro com estórias interessantes de Montemor-o-Velho.

sábado, 2 de novembro de 2019

Leva-me Contigo de Afonso Reis Cabral

Autografo e dedicatória do Afonso Reis Cabral no livro Leva-me Contigo.

Desde já os meus parabéns ao autor pelo prémio Literário José Saramago de 2019 e aconselho o seu último livro "Pão de Açúcar".

LEVA-ME CONTIGO

A Estrada Nacional 2, com os seus quase 739 quilómetros, é a maior de Portugal e uma das maiores do mundo. Atravessa Portugal de Chaves a Faro, numa linha contínua que não é feita só de asfalto. Estrada mítica e com identidade própria, é o mais belo caminho para conhecer as pessoas, as paisagens - o País, em suma. O escritor Afonso Reis Cabral - autor dos romances O Meu Irmão (vencedor do Prémio LeYa) e Pão de Açúcar - decidiu percorrê-la a pé.

Durante vinte e quatro dias, completamente sozinho, deixou que a estrada o guiasse: cruzou montanhas e planícies, mergulhou em rios, caminhou debaixo de tempestades e sob o sol ardente. Mas sobretudo parou para conversar com quem encontrava. No fim de cada dia, publicava na sua página de Facebook um diário escrito no telemóvel relatando os principais eventos da viagem. Com milhares de leitores, comentários e partilhas, os seus textos geraram grande entusiasmo.

Algumas das muitas ilustrações com o autor nesta caminhada de norte a sul do país, neste belo e excelente livro de viagem.




quarta-feira, 2 de outubro de 2019

As Janelas do Céu de Gonzalo Giner

Livro de Gonzalo Giner autografado e com dedicatória. 
SINOPSE

Na Idade Média houve quem erguesse magnas catedrais, mas foram os mestres vidreiros quem as transformou nas janelas do céu.

No século XV, Hugo de Covarrubias decide que não quer tomar as rédeas do negócio do pai, um mercador de lãs. Esta decisão faz que parta de Burgos em busca da sua vocação, votando ao abandono o negócio familiar, o ambicioso meio-irmão Damián, e Berenguela, o seu grande amor.
No entanto, tudo muda quando descobre que o pai está a ser atraiçoado e vê-se obrigado a fugir para salvar a vida num baleeiro basco e conhece Azerwan, um homem fascinante que se define como contador de lendas e com quem iniciará em África um prometedor negócio de venda de sal.
Tudo corria bem até que uma vingança o obriga a fugir de novo, desta vez com uma mulher e um extraordinário falcão, em busca do seu verdadeiro destino: aprender a arte dos vitrais.
Um romance épico com panos de fundo variados numa época em que as antigas catedrais se foram abrindo para se transformarem em autênticos sacrários de vidro, perante os quais os fiéis acreditavam estar junto das Janelas do Céu.

domingo, 18 de novembro de 2018

Todos os Dias São Meus de Ana Saragoça

Autografo e dedicatória da Ana Saragoça.
"Para o Francisco, desejando que todos os dias sejam seus"
SINOPSE
Um prédio. Uma morte. Um mistério.Não se trata, porém, de um romance de pretexto policial. É verdade que há polícias e testemunhas - sobretudo testemunhas - e alguns suspeitos. Mas Todos os Dias são Meus é um extraordinário retrato do Portugal profundo, com os seus tiques, os seus ressentimentos, os seus ridículos.

sábado, 6 de outubro de 2018

Valério Romão - Cair para dentro

Dedicatória e autografo do escritor Valério Romão. 
SINOPSE
Cair para Dentro narra a história de duas mulheres, Virgínia e Eugénia, unidas pela relação mãe-filha.

Eugénia, a filha, não foi educada para ser um adulto independente e, embora seja professora universitária, a mãe controla o seu dinheiro, o seu tempo, proibindo-a até de ter telemóvel. Quando Virgínia começa a desenvolver sintomas de demência, Eugénia vê-se obrigada, deixando aquela infância artificial construída pela sua mãe, a crescer e a cuidar de todos os aspectos práticos da vida de ambas. Até descobrir que, no estado em que a mãe se encontra, a vingança é uma possibilidade. 

Cair para Dentro explora até ao limite as dificuldades das relações humanas e os dilemas morais que delas decorrem.


A apresentação do livro com o autor o Valério Romão acompanhado do livreiro Joaquim Gonçalves da livraria A das Artes em Sines.



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