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terça-feira, 3 de março de 2020

Autobiografia de José Luís Peixoto

"Para o Francisco Oliveira, estas páginas, espelho que reflete em todas as direções.
Com a estima de
José Luís Peixoto"
SINOPSE
Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura.

A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa que, a partir de certo ponto, não se imagina como poderá terminar. José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e, ao mesmo tempo, aprofunda obsessões, numa obra marcante, uma referência futura.
«Nenhum leitor que se aproxime desta Autobiografia entrará no livro desprevenido. Saberá, para isso existem os meios de comunicação, que um jovem escritor chamado José, talvez o próprio autor quando começava, se encontra com um autor maduro e consagrado, esse sim com nome e sobrenome, José Saramago. Entre ambos, o que não existe fora do livro e o que existiu na vida real e literária, surge uma história de encontros e desencontros numa atmosfera que às vezes lembra, em outro tempo e circunstância, a que José Saramago criou para contar a vida de Ricardo Reis e Fernando Pessoa durante o ano em que ambos morreram. A história de Peixoto, ao contrário da de José Saramago, não é sobre morte, conta uma vida que começa com brios e desejos. O escritor consagrado é a referência, o futuro desejado, que provoca admiração e um incontrolável repúdio: em todas as circunstâncias da vida os mestres são a medida das coisas, o estímulo que precisa de ser combatido para que o aprendiz não fique cerceado. Este livro é a agónica luta do escritor jovem com amores e perdas, aventuras diversas aqui e ali, personagens que vêm de outros mundos, vozes diáfanas e vozes misteriosas, todas elas no compasso do ritmo próprio e já consagrado de José Luís Peixoto.»
Critica de Pilar del Rio, sobre Autobiografia

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Montemor, verdade e fantasia de Dília Brandão Fernandes

Foi com grande surpresa que recebi pelos correios este magnifico livro que a minha amiga Dília Brandão Fernades do blog http://rendadebirras.blogspot.com/  que teve a generosidade de me oferecer.
Autografo e dedicatória do livro Montemor, verdade e fantasia de Dília Brandão Fernandes.
"Para o amigo Francisco Oliveira na esperança de que as minhas estórias não o desiludam...
Um abraço da autora"
Sinopse breve

Em Montemor, verdade e fantasia, Dília Brandão Fernandes, junta trinta e uma estórias que resgatam do esquecimento um tempo sem retorno. Através de uma escrita simples mas cativante, onde se entrelaçam realidade e ficção, a autora relata memórias de Montemor-o-Velho, onde nasceu.

Acontecimentos coletivos e fenómenos hoje desaparecidos, usos, costumes e modos de vida dos anos 50-60 sustentam peripécias bem humoradas ou episódios mais sombrios protagonizados pelos habitantes da vila. São as jovens lavadeiras e as suas brincadeiras impensáveis, as bordadeiras e costureiras e o seu lavor, as trabalhadoras do arroz e a sua labuta, a sorte de mulheres companheiras da jornada de homens de virtudes e defeitos, quinteiros, agricultores, soldados, padres, as suas mágoas e os seus triunfos. São as figuras da terra, o gasolineiro, o farmacêutico, os médicos, o melómano, os “doutores” e os trabalhadores do campo, as suas brigas e ajustes de contas, e ainda seus ídolos, o ciclista Alves Barbosa, ou o artista e inventor das Espigas Doces, Henrique Flórido, que conseguiu fazer história na doçaria regional com as Espigas Doces. É também a paisagem anualmente transfigurada pelas cheias do rio Mondego, a escola da disciplina “à reguada” e o recreio, sessões de cinema ao ar livre que provocavam emoções fortes nunca vistas, as feiras da fartura e da miséria humanas, os pobres que pediam esmola de porta em porta aos sábados de manhã quase um  ritual, ou ainda a banda filarmónica no olhar de uma criança, entre outros ecos ímpares de um tempo e Montemor hoje incomparáveis.

O livro, uma edição de autor, de 196 páginas, inclui também mais de duas dezenas de fotografias de Montemor antigo, a preto e branco, feitas pela autora, e um prefácio escrito por Manuel Carraco dos Reis.

Sinopse retirada do blog http://rendadebirras.blogspot.com/2019/06/montemor-verdade-e-fantasia-sessao-de.html



Aconselho vivamente a leitura deste excelente livro com estórias interessantes de Montemor-o-Velho.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Leituras 2019



Mais um ano que passou e como sempre muitos livros ficaram por ler, mesmo assim ainda consegui ter tempo para ler uns quantos livros cuja lista aqui deixo para vossa apreciação.


01 - Histórias de livros perdidos - Giorgio Van Straten
02 - Só o tempo dirá - Jefrey Archer
03 - O nome da rosa - Umberto Eco
04 - Todos os nomes - José Saramago
05 - David Copperfield - charles Dickens
06 - A relíquia - Eça de Queiroz
07 - As paixões de Júlia - Somerset Maugham
08 - Moby-Dick - Herman Melville
09 - Os pecados do pai - Jefrey Archer
10 - O instinto supremo - Ferreira de Castro
11 - Vida à venda - Yukio Mishima
12 - O homem que plantava árvores - Jean Giono
13 - A transparência do tempo - Leonardo Padura
14 - As janelas do céu - Gonzalo Giner
15 - A noite passada - Alice Brito
16 - A Sibila - Agostina Bessa-Luis 
17 - O grande rebanho - Jean Giono
18 - Eliete - Dulce Maria Cardoso
19 - A balada do medo - Norberto Morais
20 - A cartuxa de Parma - Stendhal
21 - Leonardo da Vinci - Walter Isaacson
22 - Leva-me contigo - Afonso Reis Cabral
23 - Pão de Açúcar - Afonso Reis Cabral
24 - Para lá do Inverno - Isabel Allende 
25 - Viagens - Olga Tokarczuk
26 - A carne - Rosa Montero
27 - Se numa noite inverno um viajante - Italo Calvino
28 - O beco da liberdade - Álvaro Laborinho Lúcio
29 - Alfreda a quimera - Vasco Graça Moura
30 - No café da juventude - Patrick Modiano
31 - O chamador - Álvaro Laborinho Lúcio



domingo, 29 de dezembro de 2019

Livros de Natal 2019


Este Natal de 2019 trouxe consigo alguns livros para o meu sapatinho que eu muito agradeço. 

Eis os livros que generosamente os familiares me ofereceram:

Conduz teu arado sobre os ossos dos mortos - Olga Tokarczuk
Autobiografia - José Luís Peixoto
Operação Shylock - Philip Roth
Cuidado com o que desejas - Jefrey Archer
O segredo mais bem guardado - Jefrey Archer
Octaedro - Julio Cortázar
Se o disseres na montanha - James Baldwin
Notas de um velho nojento - Charles Bukowski
A luz de Pequim - José Francisco Viegas

Ora já aqui tenho um bom lote de livros para passar umas horas bem agradáveis de leitura e puro prazer.

sábado, 2 de novembro de 2019

Leva-me Contigo de Afonso Reis Cabral

Autografo e dedicatória do Afonso Reis Cabral no livro Leva-me Contigo.

Desde já os meus parabéns ao autor pelo prémio Literário José Saramago de 2019 e aconselho o seu último livro "Pão de Açúcar".

LEVA-ME CONTIGO

A Estrada Nacional 2, com os seus quase 739 quilómetros, é a maior de Portugal e uma das maiores do mundo. Atravessa Portugal de Chaves a Faro, numa linha contínua que não é feita só de asfalto. Estrada mítica e com identidade própria, é o mais belo caminho para conhecer as pessoas, as paisagens - o País, em suma. O escritor Afonso Reis Cabral - autor dos romances O Meu Irmão (vencedor do Prémio LeYa) e Pão de Açúcar - decidiu percorrê-la a pé.

Durante vinte e quatro dias, completamente sozinho, deixou que a estrada o guiasse: cruzou montanhas e planícies, mergulhou em rios, caminhou debaixo de tempestades e sob o sol ardente. Mas sobretudo parou para conversar com quem encontrava. No fim de cada dia, publicava na sua página de Facebook um diário escrito no telemóvel relatando os principais eventos da viagem. Com milhares de leitores, comentários e partilhas, os seus textos geraram grande entusiasmo.

Algumas das muitas ilustrações com o autor nesta caminhada de norte a sul do país, neste belo e excelente livro de viagem.




quarta-feira, 2 de outubro de 2019

As Janelas do Céu de Gonzalo Giner

Livro de Gonzalo Giner autografado e com dedicatória. 
SINOPSE

Na Idade Média houve quem erguesse magnas catedrais, mas foram os mestres vidreiros quem as transformou nas janelas do céu.

No século XV, Hugo de Covarrubias decide que não quer tomar as rédeas do negócio do pai, um mercador de lãs. Esta decisão faz que parta de Burgos em busca da sua vocação, votando ao abandono o negócio familiar, o ambicioso meio-irmão Damián, e Berenguela, o seu grande amor.
No entanto, tudo muda quando descobre que o pai está a ser atraiçoado e vê-se obrigado a fugir para salvar a vida num baleeiro basco e conhece Azerwan, um homem fascinante que se define como contador de lendas e com quem iniciará em África um prometedor negócio de venda de sal.
Tudo corria bem até que uma vingança o obriga a fugir de novo, desta vez com uma mulher e um extraordinário falcão, em busca do seu verdadeiro destino: aprender a arte dos vitrais.
Um romance épico com panos de fundo variados numa época em que as antigas catedrais se foram abrindo para se transformarem em autênticos sacrários de vidro, perante os quais os fiéis acreditavam estar junto das Janelas do Céu.

domingo, 1 de setembro de 2019

Biblioteca da Universidade de Salamanca

A Universidade de Salamanca é a mais antiga de Espanha e a quarta fundada na Europa, posterior somente as universidades de Bolonha, Oxford e Paris.

Tive o prazer de visitar esta magnifica biblioteca, que foi a primeira biblioteca de universidade da Europa foi fundada em Fevereiro 1254 pelo rei Afonso X de Castela , apelidado muito justamente o Sábio.




A bela fachada da entrada principal da antiga Universidade.

Salamanca, Agosto de 2019.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Livraria Culsete

A antiga Livraria Culsete na Av. 22 de Dezembro em Setúbal voltou a abrir portas com um novo visual interior e nova gerência.
Aqui ficam algumas fotos do interior da livraria de que eu gostei bastante.




Gostei deste painel de mensagens.

Como não podia deixar de ser ao entrar numa livraria trago sempre um livro comigo e desta vez comprei uma reedição do livro O Instinto Supremo de Ferreira de Castro.

sábado, 1 de junho de 2019

Não se Pode Morar nos Olhos de Um Gato

SINOPSE
Em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil. Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos... Todos são vencedores na morte, perdedores na vida. O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia. Ao contrário do que pensam, não estão sós naquele cárcere, com os penhascos enquanto sentinelas, cercados de infinitos, entre o céu e o oceano. Trazem com eles todos os seus remorsos, todos os seus fantasmas. E mais difícil do que fazerem-se ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género, os de credo. Para sobreviverem, terão de se transformar num monstro funcional com muitos braços e muitas cabeças; serão tanto mais deuses de si próprios quanto mais se tornarem humanos e conseguirem um estado de graça a que poucos terão acesso: a capacidade de se colocarem na pele do outro.
Um livro que nos fascina desde a primeira página, muito envolvente e que recomendo.

domingo, 10 de março de 2019

A Criação do Mundo

 PREFÁCIO DO AUTOR 

 Querido Leitor: 

Vais ler de uma assentada, se a macicez do texto te não desanimar a curiosidade, os seis dias desta Criação do Mundo, que foram aparecendo nas montras separadamente, à medida que iam decorrendo. Livro temerariamente concebido na mocidade, imprevisível na trama e no rumo, só o tempo lhe podia dar corpo e remate, traçando-lhe o enredo e marcando-lhe a duração. O que acabou por acontecer, já que os fados, condoídos da cegueira do projecto, não quiseram calar, antes de ele ser levado a cabo, a voz do autor.

Todos nós criamos o mundo à nossa medida. O mundo longo dos longevos e curto dos que partem prematuramente. O mundo simples dos simples e o complexo dos complicados. Criamo-lo na consciência, dando a cada acidente, facto ou comportamento a significação intelectual ou afectiva que a nossa mente ou a nossa sensibilidade consentem. E o certo é que há tantos mundos como criaturas. Luminosos uns, brumosos outros, e todos singulares. O meu tinha de ser como é, uma torrente de emoções, volições, paixões e intelecções a correr desde a infância à velhice no chão duro de uma realidade proteica, convulsionada por guerras, catástrofes, tiranias e abominações, e também rica de mil potencialidades, que ficará na História como paradigma do mais infausto e nefasto que a humanidade conheceu, a par do mais promissor. Mundo de contrastes, lírico e atormentado, de ascensões e quedas, onde a esperança, apesar de sucessivamente desiludida, deu sempre um ar da sua graça, e que não trocaria por nenhum outro, se tivesse de escolher. Plasmado finalmente em prosa — crónica, romance, memorial, testamento —, tu dirás, depois da última página voltada, se valeu a pena ser visitado. Por mim, fiz o que pude. Homem de palavras, testemunhei com elas a imagem demorada de uma tenaz, paciente e dolorosa construção reflexiva frita com o material candente da própria vida.

 Coimbra, Julho de 1984

  Miguel Torga

Um romance autobiográfico que se lê muito bem apesar das suas 560 páginas e que para mim foi uma agradável surpresa, aconselho vivamente a sua leitura.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Leituras 2018

Mais um ano passou com algumas boas leituras, aqui deixo a minha lista de livros que ao longo do ano de 2018 fui lendo, alguns foram releituras como foi o caso de alguns livros do Eça de Queiroz e do Miguel Torga.

01 - A Livraria dos Destinos - Veronica Henry
02 - Os Loucos da Rua Mazur - João Pinto Coelho
03 - Um Mundo Sem Fim Vol 1 - Ken Follett
04 - Um Mundo Sem Fim Vol 2 - Ken Follett
05 - Uma Coluna de Fogo - Ken Follett
06 - Madame Bovary - Gustave Flaubert
07 - O Que Fazer? - Nicolai Tchernichevski
08 - Coração Mais Que Perfeito - Sérgio Godinho
09 - Ensina-me a Voar Sobre os Telhados - João Tordo
10 - O Senhor Ventura - Miguel Torga
11 - A Última Fronteira - Rui Canas
12 - Uma Fortuna Perigosa - Ken Follett
13 - Criação do Mundo - Miguel Torga
14 - Contos da Montanha - Miguel Torga
15 - Novos Contos da Montanha - Miguel Torga
16 - Da Família - Valério Romão
17 - Autismo - Valério Romão
18 - Cair para Dentro - Valério Romão
19 - O Crime do Padre Amaro - Eça de Queiroz
20 - Contos - Eça de Queiroz
21 - A Correspondência de Fradique Mendes - Eça de Queiroz
22 - O Conde de Abranhos - Eça de Queiroz
23 - As Minas de Salomão - Eça de Queiroz
24 - Jogos Perigosos - Rodrigo Guedes de Carvalho
25 - A Casa Quieta - Rodrigo Guedes de Carvalho
26 - Nome de Código Leopardo - Ken Follett
27 - A Contagem Descrente - Ken Follett
28 - Ilusões Perdidas - Balzac
29 - Todos os Dias são Meus - Ana Saragosa
30 - Se esta Rua Falasse - James Baldwin
31 - A Tragédia da Rua das Flores - Eça de Queiroz
32 - Cartas de Casanova - António Mega Ferreira
33 - A Nossa Alegria Chegou - Alexandra Lucas Coelho
34 - Os Irmãos Karamázov Vol 1 - Dostoievski
35 - A Boneca de Kokoschka - Afonso Cruz
36 - Os Irmãos Karamázov Vol 2 - Dostoievski

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Senhor Ventura de Miguel Torga


«E que história a sua! – pícara, ingénua, maliciosa, safada, trágica, ao fim, porque em tragédia sempre morrem os mitos. [...] E, no entanto, que mais português que o Ventura, na sua peregrinação, entre mortos e feridos, miséria e grandeza, amores e traições, fomes e febres, e alegrias – entre o Oriente, Tatiana e Penedono?
[...]
Pode finalmente dizer-se que jamais um mito tão bem baptizado foi, em nome assim e fatalmente português.»   
José-Augusto França

Livro oferecido pelos meus filhos que já o li e aconselho vivamente a sua leitura.

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