Marcador de livros do Paulo M. Morais - Uma parte errada de mim da editora Casa das Letras.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
João Tordo - O Paraíso Segundo Lars D.
Dedicatória e autografo do escritor João Tordo no livro O Paraíso Segundo Lars D.
SINOPSE
Numa manhã de Inverno, Lars sai de casa e encontra uma jovem a dormir no seu carro. Ele é um escritor sexagenário e, poucas horas mais tarde, parte em viagem com a jovem deixando para trás um casamento de uma vida inteira e um romance inédito.
Este livro aparece na sequência do livro O luto de Elias Gro e vai sair um terceiro livro em breve, segundo consta talvez lá para Março do próximo ano.

No passado dia 22 de Outubro, o escritor João Tordo esteve na Biblioteca de Santo André para apresentar o seu último livro O Paraíso Segundo Lars D. aos seus leitores e seguidores que apareceram em bom numero, tendo sido uma conferência muito agradável, pois o João Tordo é um bom conversador.
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Licenciou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque. Em 2001, venceu o Prémio Jovens Criadores na categoria de Literatura. Publicou os romances O Livro dos Homens sem Luz (2004); Hotel Memória (2007); As Três Vidas (2008), que recebeu o Prémio Literário José Saramago e cuja edição brasileira foi, em 2011, finalista do Prémio Portugal Telecom; O Bom Inverno (2010), finalista do prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Literário Fernando Namora e cuja tradução francesa integra as obras seleccionadas para a 6.ª edição do Prémio Literário Europeu; e Anatomia dos Mártires (2011), finalista do Prémio Literário Fernando Namora, entre outros.
Os seus livros estão publicados em França, Itália, Brasil, Sérvia e Croácia. Trabalha como cronista, tradutor, guionista e formador em workshops de ficção.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Marcador de Livros - O Luto de Elias Gro
Marcador de Livro O Luto de Elias Gro de João Tordo
SINOPSE
Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a
solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome
Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um
coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear
na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado
pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar:
um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza - e dos outros
habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a
passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa
travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
Texto: https://www.wook.pt/livro/o-luto-de-elias-gro-joao-tordo/16343180
Texto: https://www.wook.pt/livro/o-luto-de-elias-gro-joao-tordo/16343180
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Marcador de Livros - Se Eu Fosse Chão
MARCADOR DE LIVRO - SE EU FOSSE CHÃO DE NUNO CAMARNEIRO
SINOPSE
«Um hotel é um mundo pequeno feito à imagem do outro maior. Nós garantimos que a escala permaneça justa, sem nada aumentar ou reduzir. Não nos peçam para corrigir o que vai torto ou torcer o que anda certo. Servimos os nossos hóspedes e damos-lhes a importância que merecem, ou que podem pagar. O resto pertence à justiça ou à igreja, não somos juízes nem padres. Somos artífices do detalhe e da memória, e não nos peçam mais.»
Num grande hotel, as paredes têm ouvidos e os espelhos já viram muitos rostos ao longo dos anos: homens e mulheres de passagem, buscando ou fugindo de alguma coisa, que procuram um sentido para os dias. Num quarto pode começar uma história de amor ou terminar um casamento, pode inventar-se uma utopia ou lembrar-se a perna perdida numa guerra, pode investigar-se um caso de adultério ou cometer-se um crime de sangue.
Em três épocas diferentes, entre guerras que passaram e outras que hão-de vir, as personagens de Se Eu Fosse Chão - diplomatas, políticos, viúvos, recém-casados, crianças, actores, prostitutas, assassinos e até alguns fantasmas - contam histórias a quem as queira escutar.
Txto: https://www.wook.pt/ebook/se-eu-fosse-chao-nuno-camarneiro/16489577
Txto: https://www.wook.pt/ebook/se-eu-fosse-chao-nuno-camarneiro/16489577
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
António Maria Eusébio "O Calafate"
Monumento no Jardim do Bonfim em Setúbal de homenagem a António Maria Eusébio, o “Calafate” ou o “Cantador de Setúbal”.
Conhecido por o “o Calafate” devido à profissão de artífice da construção de barcos de madeira e por o “Cantador de Setúbal” pelo tema, quase constante dos seus poemas: a cidade de Setúbal que tanto amou.
A estátua foi inaugurada em 29 de Dezembro de 1968, por iniciativa do Rotary Club de Setúbal.
O monumento, da autoria do escultor Castro Lobo, é de bronze e mármore branco.
O poeta Calafate, como carinhosamente é recordado em Setúbal, era um homem analfabeto (iletrado), mas os seus poemas são uma constante lição de sabedoria. São dele os versos que se transcreve, verdadeiro resumo de uma vida inteira, inscritos no pedestal do seu busto (acima ao lado):
Nunca fiz mal a ninguém.
Se acaso fiz algum bem
não estou disso arrependido.
Se mau pago tenho tido,
são defeitos pessoais.
Todos seremos iguais
no reino da eternidade.
Na balança da igualdade
Deus sabe quem pesa mais."
********************
Biografia
Poeta popular de Setúbal, que nasceu a 15 de Dezembro de 1820 e morreu a 22 de Novembro de 1911. Tinha por ofício o calafeto de barcos no Sado. Apesar de ser analfabeto, criava de improviso cantigas sentimentais, ou satíricas, que eram acompanhadas à guitarra. Outros tipos de canções podiam ser de homenagem a pessoas por quem nutria admiração, ou ainda, quando ocorriam festas e procissões.
Quando já lhe não era possível continuar o trabalho de calafeto, e não tendo outro meio de subsistência, as suas canções foram editadas e vendidas em folhetos, por ele próprio e pelos amigos durante ocasiões festivas e comemorações religiosas, tanto na região de Setúbal, como noutras. Muita da sua produção literária era conservada através dos amigos que memorizavam rimas suas ou então as escreviam, tendo "o Calafate" atingido com elas grande notariedade. Diversos jornais, a título de exemplo, o Jornal de Setúbal, em 1868, difundiram as suas criações poéticas. Em 1901, foi publicada uma compilação de versos deste poeta, juntamente com algumas notas biográficas e um prefácio elogioso de Guerra Junqueiro; essa edição deveu-se à iniciativa do General Henrique das Neves. Durante as comemorações da morte do poeta Bocage, em 1905, foram editados em folheto, versos de António Maria Eusébio, dedicados àquele poeta.
CNC / Patrimatic
**********************
A QUINTA DA PANASQUEIRA
MOTE
Fui apalpar as gamboas
Que a quinteira tem na quinta,
Já tem marmelos maduros,
O seu bastardo já pinta.
GLOSA
Sou mestre na agricultura,
meu saber ninguém disputa,
gosto de apalpar a fruta
quando está quase madura…
Gosto do que tem doçura;
Quero e gosto das mais pessoas
para apalpar coisas boas
da quinta da Panasqueira,
com licença da quinteira,
fui apalpar as gamboas.
Por toda a parte que andei
dei cambalhotas e saltos,
depois de apalpar pelos altos
pelos baixos apalpei.
Por toda a parte encontrei
fruta branca e fruta tinta;
para que a dona não se sinta
nunca direi mal da boda,
apalpei a fruta toda
que a quinteira tem na quinta.
Neste tão lindo arvoredo
não há fruta como a sua,
foi criada em boa lua
para amadurecer mais cedo.
Menina, não tenha medo
que os seus frutos estão seguros,
ou sejam moles ou duros
todos a têm em estima,
na sua quinta de cima
já tem marmelos maduros.
Tem uma árvore escondida
Num regato ao pé de um poço,
que dá fruta sem caroço
chamada gostos da vida.
Dessa fruta pretendida
que a menina tem na quinta,
se acaso tem uva tinta
a menina dê-me um cacho,
que na sua quinta de baixo
o seu bastardo já pinta.
A RESPOSTA DA QUINTEIRA
MOTE
Fui apalpar os tomates
que tinha o meu hortelão,
mostrou-me o nabal que tinha,
meteu-me o nabo na mão.
GLOSA
Sou mestra na agricultura,
tenho terra para cavar,
gosto sempre de apalpar
se a enxada é mole ou dura.
Ser amiga da verdura
não são nenhuns disparates;
enchi alguns açafates
de tomateiros de cama
depois de apalpar a rama
fui apalpar os tomates.
As sementes tomateiras
nascem por dentro e por fora
semeiam-se a toda a hora
dentro de fundas regueiras.
Tão brilhantes sementeiras
dão gosto e satisfação.
Dentro do meu regueirão
dão-me as ramas pelos joelhos
que tomates tão vermelhos
que tinha o meu hortelão!
Só de vê-los e apalpá-los
faz andar a gente louca
faz crescer água na boca
e a língua dar estalos.
Meu hortelão tem regalos,
tem hortaliça fresquinha
no vale da carapinha
tem um tomateiro macho,
abriu-me a porta de baixo
mostrou-me o nabal que tinha.
Tinha grelos e nabiças,
tinha tomates graúdos,
tinha nabos ramalhudos
com as cabeças roliças.
Tão brilhantes hortaliças
meteram-me a tentação;
era franco o hortelão,
deu-me uma couve amarela
para me dar gosto à panela,
meteu-me o nabo na mão.
RESPOSTA AO PESCADOR
MOTE
Tu pescas e eu apanho
Quanto tu pescas eu caço,
Tu pescas para o teu chalrão,
Eu apanho para o meu laço.
GLOSA
Tu rapaz eu rapariga
Tu petiscas e eu petisco,
Tu no mar pescas marisco
E eu em terra apanho espiga.
Tu de cu e eu de barriga,
Se banhas também eu banho,
Tu perdes, eu sempre ganho,
Tu tens pau e eu tenho a risca,
Tu tens pesca e eu tenha a isca,
Tu pescas e eu apanho.
Tu em certas madrugadas
Fazes a pesca geral,
E eu dentro de qualquer nabal
Apanho boas nabadas.
Tu pescas coisas salgadas,
Eu apanho algum cabaço,
Tu abaixas o regaço,
Eu sou fêmea e tu és macho,
Eu para cima e tu para baixo
Quando tu pescas eu caço.
Tu és pescador de fé,
Vais pescar a várias partes,
E eu vou apanhar tomates
Quando vejo dois num pé.
Para nós sempre há maré,
Nunca falta ocasião,
Com iscas de lingueirão
Vais pescar a qualquer Tejo
Camareiras com badejo,
Tu pescas para o teu chalrão.
Tu pescas peixes taludos,
Na pesca fazes empenho,
Eu com um bom laço que tenho
Apanhos pássaros papudos.
São iguais nossos estudos,
É igual o nosso passo,
Com as armadilhas que faço
Tenho a passarada certa,
Tendo a ratoeira aberta,
Eu apanho para o meu laço.
JÁ FUI OPERÁRIO ARTISTA
MOTE
Já fui operário artista
Agora, já pouco valho;
Comprem-me algum papelinho,
Em paga do meu trabalho.
GLOSA
Já gozei a mocidade
Esse bem tão precioso,
Fui homem laborioso
E trabalhei de vontade.
Já servi na sociedade,
Já fui homem moralista,
O meu vulto já fez vista
No seio das classes pobres,
Já fui nobre ao pé dos nobres,
Já fui operário artista.
Já tive as mãos calejadas
Do muito que trabalhei,
Meus braços atormentei
Com ferramentas pesadas.
Tive horas amarguradas,
Joguei, rasguei o baralho,
Hoje apanho algum retalho
Que a ambição deixa cair,
P'ra pouco posso servir,
Agora já pouco valho.
Até ando ameaçado
De fome ainda passar,
Por a um homem estimar,
A quem estou obrigado.
Sou pobre velho e cansado,
Estou no fim do meu caminho;
Porque sou do Zé povinho,
Não devo ser esquecido,
Seja qual for o partido,
Comprem-me algum papelinho.
Nunca fiz ruins papeis
Nem andei pondo cartazes
Nem atirei aos rapazes
Com moedas de dez réis.
Falem, pois, os infiéis,
Chamem-me velho, espantalho;
Como, agora já não valho
De tabaco uma pitada,
Levo alguma bofetada
Em paga do meu trabalho.
CANTIGA
MOTE
Foi a maçã da ciência
O fruto que Deus proibiu;
Só se pagou com a morte:
Bem cara a todos saiu!
GLOSA
Adão foi o que se via
Rei, senhor de todo o mundo:
Não tinha rival segundo,
Tinha tudo quanto q'ria.
Até Deus lhe aparecia
Com a sua omnipotência:
No jardim da inocência
Toda a ventura lhe deu;
Somente o que não foi seu
Foi a maçã da ciência.
Sem rival foi Satanás,
P'ra acabar co'a f'licidade,
Por ser da humanidade
Um inimigo sagaz:
Com a astucia perspicaz
A nossos pais seduziu,
Mas Adão não engoliu,
Ficou-lhe o nó na garganta,
Porque era a maçã santa
O fruto que Deus proibiu.
P'ra o nosso pai desgraçado
Nada mais lhe foi preciso
P'ra sair do Paraíso,
A mil males condenado,
A' morte sentenciado,
Por esta pena tão forte!
E toda a adversa sorte
Sofre Adão com paciência,
Porque a desobediência
Só se pagou com a morte.
O mundo todo se encheu
De uma glória vã...
Por causa de uma maçã
Que nem toda Adão comeu,
Tudo o que é vivo morreu!
À morte ninguém fugiu!
Se o fruto que Deus proibiu
É ferro que a todos mata...
Sendo a maçã tão barata,
Bem cada a todos saiu!
sexta-feira, 3 de junho de 2016
João Pinto Coelho - Sarah Gross
Dedicatória e autografo do autor João Pinto Coelho.
"Para o Francisco Oliveira com os votos de boas leituras e muita estima do autor"
"Para o Francisco Oliveira com os votos de boas leituras e muita estima do autor"
Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
Aconselho vivamente a leitura deste magnifico livro, foi dos melhores livros que li ultimamente.
O autor João Pinto Coelho apresentando a sua obra na Livraria A das Artes em Sines.
Sessão de autógrafos dada pelo escritor.
O escritor com o amigo e livreiro Joaquim Gonçalves.
Marcador de Livros - Sarah Gross
Marcador do livro de Sarah Gross de João PintoCoelho da editora Leya.Aconselho vivamente a leitura deste magnifico livro.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Marcador de Livros - Günter Grass - A Ratazana
Marcador do livro A Ratazana de Günter Grass prémio Nobel da Literatura.
A Ratazana
Sinopse
O livro conta-nos a história, ou histórias, do fim da era humana, e tem como um dos seus protagonistas uma ratazana, representante de uma espécie que pressente e sobrevive a todas as desgraças, abandona os navios que vão naufragar e nos acompanha desde que surgimos no planeta. Num incessante confronto com a voz glacial do rato, o autor luta por chegar ao fim das suas narrativas, na consciência de que talvez reste pouco tempo para serem contadas e ouvidas, uma vez que se aproxima o momento em que terão fim todas as histórias
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Marcador de Livros - Valter Hugo Mãe
*************
Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em países como o Brasil, a Alemanha, a Espanha, a França ou a Croácia.Publicou seis romances: A desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis (Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano); o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino.
Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: O paraíso são os outros; As mais belas coisas do mundo e O rosto. A sua poesia foi reunida no volume contabilidade, entretanto esgotado. Publica as crónicas Autobiografia Imaginária no Jornal de Letras e Casa de Papel na Revista 2, suplemento de domingo do jornal Público. Apresenta um programa de entrevistas breves no Porto Canal. Outras informações sobre o autor podem ser encontradas na sua página oficial no Facebook.
Texto: Wook
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Marcadores de Livros - Storner
Marcador de livro referente ao romance Stoner, um romance publicado em 1965, caído no esquecimento mas que aconselho vivamente a sua leitura.
******************
Críticas de imprensa
«É uma coisa ainda mais rara do que um grande romance - é o romance perfeito, tão bem contado, tão bem escrito, tão comovente que nos corta a respiração.»
New York Times
«Williams fez da vida de Stoner, tão repleta de desilusões, um retrato tão profundo e honesto, tão cru e despojado de romantismo, que silenciosamente nos corta a respiração.»
Boston Globe
Outras Críticas
«Stoner não passa de um romance sobre um tipo que vai para a universidade e se torna professor. Mas é também uma das coisas mais fascinantes que já vi na vida.»
Tom Hanks
«Não percebo como é que um romance tão bom passou despercebido tanto tempo.»
Ian McEwan
«Quase perfeito.»
Bret Easton Ellis
«Um romance formidável de uma latejante tristeza.»
Julian Barnes
«Um dos grandes romances esquecidos do século passado.»
Colum McCann
«Magnificamente escrito, numa prosa simples mas brilhante.»
Ruth Rendell
«Brilhante, belo, inexoravelmente triste, sábio e elegante.»
Nick Hornby
«O autor (...) trata as suas personagens com tamanha ternura e implacável honestidade que é impossível não as amar.»
Steve Almond
«Íntimo e misterioso como a própria vida.»
Geoff Dyer
«Uma obra-prima de triste lucidez.»
Peter Kemp
«Muito poucos romances na língua inglesa, ou qualquer outro tipo de produção literária, se lhe aproximam sequer ao nível da sabedoria ou enquanto obra de arte.»
C. P. Snow
Marcadores de Livros - E-Primatur
Marcador que o livreiro da Bertrand de Setúbal me ofereceu na compra do livro de Karl Ove Knausgård "A Ilha da Infância" o terceiro volume deste autor norueguês e está a dar-me muito gozo ler esta série autobiográfica e romanceada que tem por sub-titulo A Minha Luta.
E-Primatur "Imprimatur" (imprima-se) era a palavra latina gravada no selo que a Inquisição usava para indicar que um determinado original podia ser impresso.
O Projecto E-Primatur é uma ideia de Hugo Xavier, ex-editor da Cavalo de Ferro e Ulisseia/Grupo Babel; Pedro Bernardo, responsável editorial de Edições 70 e Actual, do Grupo Almedina; e João Reis, ex-editor da Eucleia.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
José Carlos de Oliveira - D. Afonso Henriques
Dedicatória e autografo do escritor.
Sinopse:
"Afonso Henriques nasce com uma perna enferma, imprestável, e é entregue aos Moniz, que o levam da corte para as terras dos de Ribadouro. Cresce sagaz e escorreito, por intervenção divina ou por engenho.
Quando conhece a mãe tem 16 anos, porte sem defeito e poderoso; os traços são duros, algo rurais, mas temperados pelos olhos de um azul intenso e profundo. D. Teresa impressiona-se e confirma-o herdeiro do trono do Condado. Mas é nessa noite que Afonso comprova que os irmãos estrangeiros Peres de Trava estão mais próximos dela do que ele. Querem o Condado, e sabem como a conduzir, onde preciso for – e nos lençóis que foram do pai dele. E ali dá o primeiro dos passos há muito desenhados. E outros se seguem. Primeiro contra os estrangeiros que nestas terras mandavam, depois perante a Galiza, Leão e Castela. Até tomar Lisboa, elevando-a a centro de uma identidade nacional que a Santa Sé reconhece, como Reino soberano de Portugal, e a D. Afonso Henriques como seu Rei".
*******************
Apresentação do seu primeiro livro o autor José Carlos de Oliveira na Livraria A das Artes em Sines
O autor acompanhado pelo livreiro Joaquim Gonçalves o grande dinamizador cultural destas paragens alentejanas.
No final a tão esperada sessão de autógrafos e troca de algumas palavras com o escritor.
Marcador de Livros - D. Afonso Henriques
Marcador de Livros da editora Oficina do Livro referente ao livro D. Afonso Henriques o Primeiro Herói. do escritor José Carlos de Oliveira.
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Sobre o autor:
José Carlos de Oliveira(Lisboa, 1951)
Dirige a produtora Marginalfilmes, é argumentista, realizador e produtor das longas-metragens Inês de Portugal, O Dragão de Fumo, Preto e Branco, Um Rio e Quero Ser Uma Estrela. Formador na área da escrita, realização e produção e cronista na imprensa. Vice-Presidente da Associação de Realizadoeres de Cinema e Audiovisual, vice-presidente da Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas, membro da direcção do Ginásio Ópera e do Mirante - Movimento para o Desenvolvimento e Cultura. Tem assento na Secção Especializada do Cinema e do Audiovisual, do Conselho Nacional de Cultura.sexta-feira, 8 de abril de 2016
Marcadores de Livros - Dizem que Sebastião
Marcador do livro - Dizem que Sebastião
Sinopse do livro.
Uma viagem pela cidade de Lisboa na companhia de grandes escritores…
Sebastião Breda, vice-presidente de uma multinacional, workaholic e quarentão abastado, percebe um belo dia que a vida lhe tem passado ao lado e decide remediar a solidão convidando uma colega para um jantar romântico. O problema é que a sua bagagem não vai além de estratégias de venda e planos de marketing – e o arraso que leva de Margarida à mesa do restaurante é humilhação bastante para que o seu coração acabe a pregar-lhe um valente susto. O médico recomenda-lhe então um ano de descanso, e Sebastião resolve aproveitá-lo a cultivar-se, fazendo, numa livraria da Baixa, um amigo que lhe dá bons conselhos e sentando-se junto às estátuas dos escritores espalhadas pelas praças e jardins de Lisboa, que, eloquentes à sua maneira, o iluminam sobre os mais diversos assuntos, entre eles, evidentemente, a questão feminina. Um ano depois, não se pode dizer que Sebastião seja o mesmo homem.
João Rebocho Pais nasceu em Lisboa em 1962. Cresceu no bairro de Olivais Sul, terra fértil em personalidades de vulto, de filantropos a vigaristas, de homens de ciência e cultura a comerciantes de mercadorias ilícitas. Entrou para a aviação comercial em 1985, trabalhando há mais de vinte cinco anos como comissário de bordo, o que lhe tem permitido conhecer culturas muito distintas e inspiradoras. Tem dois filhos, Miguel e Francisco, sem os quais nada entende. Nunca imaginou escrever histórias para tanta gente. Até à sua estreia literária com o romance O Intrínseco de Manolo, os livros tinham sido apenas uma doce e viciante dependência. Dizem Que Sebastião é o seu segundo livro e a prova de que lhe ganhou o gosto.
Sinopse do livro.
Uma viagem pela cidade de Lisboa na companhia de grandes escritores…
Sebastião Breda, vice-presidente de uma multinacional, workaholic e quarentão abastado, percebe um belo dia que a vida lhe tem passado ao lado e decide remediar a solidão convidando uma colega para um jantar romântico. O problema é que a sua bagagem não vai além de estratégias de venda e planos de marketing – e o arraso que leva de Margarida à mesa do restaurante é humilhação bastante para que o seu coração acabe a pregar-lhe um valente susto. O médico recomenda-lhe então um ano de descanso, e Sebastião resolve aproveitá-lo a cultivar-se, fazendo, numa livraria da Baixa, um amigo que lhe dá bons conselhos e sentando-se junto às estátuas dos escritores espalhadas pelas praças e jardins de Lisboa, que, eloquentes à sua maneira, o iluminam sobre os mais diversos assuntos, entre eles, evidentemente, a questão feminina. Um ano depois, não se pode dizer que Sebastião seja o mesmo homem.
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João Rebocho Pais nasceu em Lisboa em 1962. Cresceu no bairro de Olivais Sul, terra fértil em personalidades de vulto, de filantropos a vigaristas, de homens de ciência e cultura a comerciantes de mercadorias ilícitas. Entrou para a aviação comercial em 1985, trabalhando há mais de vinte cinco anos como comissário de bordo, o que lhe tem permitido conhecer culturas muito distintas e inspiradoras. Tem dois filhos, Miguel e Francisco, sem os quais nada entende. Nunca imaginou escrever histórias para tanta gente. Até à sua estreia literária com o romance O Intrínseco de Manolo, os livros tinham sido apenas uma doce e viciante dependência. Dizem Que Sebastião é o seu segundo livro e a prova de que lhe ganhou o gosto.
Marcadores de Livros - Don DeLillo
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Don DeLillo nasceu em 1936, em Nova Iorque. É autor de vários romances e peças de teatro. Foi galardoado com o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o Jerusalem Prize. Submundo foi finalista dos prémios Pulitzer e do National Book Award e recebeu em 2000 a Medalha Howells da American Academy of Arts and Letters pela mais eminente obra de ficção dos últimos cinco anos; em 2006, foi considerado um dos três melhores romances dos últimos vinte e cinco anos pela New York Times Book Review. A Sextante Editora publicou anteriormente dois dos seus romances, O homem em queda e Ruído branco. Em 2015, Don DeLillo foi distinguido pelo seu excecional contributo para as Letras Americanas pela National Book Awards.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Biblioteca particular de Alberto Manguel
A belíssima biblioteca particular do escritor argentino Albert Manguel nascido em 1948 em Buenos Aire que hoje é cidadão canadiano. Passou a sua infância em Israel, estudou na Argentina e vive actualmente em França. É organizador de antologias, tradutor, editor e romancista.
Com mais de cinquenta mil volumes (muitas obras raras, dentre edições limitadas e até manuscritos), seu acervo ocupa um galpão junto à sua residência, localizada no medieval vilarejo de Mondion.
Fotos retiradas da net
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Biblioteca particular de José María Merino
Nascido na Galiza em La Coruña em 1941 José María Merino é um escritor ensaísta, poeta e académico da Real Academia Espanhola que reside actualmente em Madrid. Trabalhou como funcionário do Ministério da Educação até que decidiu dedicar-se inteiramente à literatura, foi reconhecido e acariciado com o Prémio Nacional de Literatura Infantil em 1993.
quarta-feira, 16 de março de 2016
O Coro dos Defuntos
Marcador de livros do Coro dos Defuntos de António Tavares, um livro muito interessante e premiado com o LeYa 2015
Um belíssimo retrato do mundo rural português entre 1968 e 1974.
Vivem-se tempos de grandes avanços e convulsões: os estudantes manifestam-se nas ruas de Paris e, em Memphis, é assassinado o negro que tinha um sonho; transplanta-se um coração humano e o homem pisa a Lua; somam-se as baixas americanas no Vietname e a inseminação artificial dá os primeiros passos.
Porém, na pequena aldeia onde decorre a acção deste romance, os habitantes, profundamente ligados à natureza, preocupam-se sobretudo com a falta de chuva e as colheitas, a praga do míldio e a vindima; e na taberna – espécie de divã freudiano do lugar – é disso que falam, até porque os jornais que ali chegam são apenas os que embrulham as bogas do Júlio Peixeiro.
E, mesmo assim, passam-se por ali coisas muito estranhas: uma velha prostituta é estrangulada, o suposto assassino some-se dentro de um penedo, a rapariga casta que colecciona santinhos sofre uma inesperada metamorfose, e a parteira, que também é bruxa, sonha com o ditador a cair da cadeira e vê crescer-lhe, qual hematoma, um enorme cravo vermelho dentro da cabeça.
Quando aparece o primeiro televisor, as gentes assistem a transformações que nem sempre conseguem interpretar...
quinta-feira, 3 de março de 2016
Flores de Afonso Cruz - Flores
Marcador de Livros da editora Companhia das Letras do livro Flores de Afonso Cruz, um livro fantástico que acabei de ler e recomendo vivamente.
Excertos do livro:
"Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias".
"Nós tínhamos uma ameixeira no quintal. O pai pegava numa ameixa, meti-a toda na boca, dizia que era assim que devíamos comer, depois cuspia o caroço, baixava-se e cuspia. Era um gesto de reverência, de totalidade, mas mais do que isso, perpetuava a árvore, pois ao cuspir fazia nascer uma árvore. E o pai, quando se erguia, com as calças de fazenda a apertarem-lhe os testículos, concluía: é assim que se come uma ameixa. É isso, pai, não é só o fruto que comemos, são as frágeis pegadas dos pássaros que nele pousaram, os raios de sol, o grito dos mochos, o luar mais furtivo, a chinfrineira das cigarras. Os frutos são o resultado de tudo. O caroço que se cospe é a vida".
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