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quarta-feira, 29 de abril de 2015

NUNO LOBITO – O Caminho Faz-se a Andar

Autografo de Nuno Lobito.



“De nada serve sonhar se não caminharmos, por isso… O Caminho Faz-se a Andar”

A história de um homem invulgar que, em busca de um sonho, visitou todos os países do mundo!


Do fotógrafo Nuno Lobito diz-se ser um dos portugueses mais viajados. Correu mundo, visitou todos os países reconhecidos pelas Nações Unidas e mais onze que não o são. O Caminho Faz-se a Andar é o seu quarto livro, onde fala precisamente desta experiência que é ter estado pelos quatro cantos do globo. Muita aventura se encontrará encerrada nas páginas deste volume. São quase três décadas a palmilhar terras desconhecidas, perigos corridos, emoções sentidas, lições aprendidas.
Por fim, concretizou-se um sonho antigo. Conforme declarou ao Público, num artigo de 2012, quando era criança decidiu que um dia havia de visitar todos os países. E conseguiu-o no dia em que chegou à Islândia.
A obra é mais do que uma crónica de viagens, é uma auto-biografia, apesar de no caso de uma pessoa que vive para fotografar e viajar os limites se tornem ténues.








Cedo percebi que não queria deixar que a vida, simplesmente, acontecesse: queria fazer parte dela. Deixei a zona de conforto onde, frequentemente, nos instalamos e saí por esse mundo. Viajei para conhecer o mundo e registá-lo para dar a conhecer aquilo que, raramente, vemos: a verdadeira essência do ser humano. Viajei por muito, pouco, ou algum tempo; demorei-me onde sentia em casa.
“O Caminho faz-se a Andar”, é uma história de vida.

É desta forma que o fotógrafo e viajante Nuno Lobito nos apresenta o seu livro, uma autobiografia de 30 anos de mundo e de viagens.




segunda-feira, 27 de abril de 2015

PEDRO CHAGAS FREITAS


Uma conversa bastante agradável e descontraída sobre livros e literatura com o escritor Pedro Chagas Freitas na Livraria Bertrand em Setúbal, enquanto o escritor autografava o livro da sua autoria “Prometo Falhar”.
As fotografias foram tiradas pela minha filha Nádia com o seu telemóvel.



Pedro Chagas Freitas escreve cenas variadas. Romances, novelas, contos, crónicas, guiões, letras de música, textos publicitários e outras imbecilidades. Publicou mais de duas dezenas de obras. Está na lista dos mais vendidos de 2014 em Portugal. Estudou linguística e criou jogos didácticos para estimular a produção escrita. Foi nadador-salvador, barman, operário fabril, porteiro de discoteca, jogador de futebol. Acredita que o país perfeito é a Lamechalândia. E vive por lá todos os dias.
http://www.pedrochagasfreitas.com/bio/

Livros Publicados

Prometo Falhar
In Sexus Veritas
Ou é Tudo Ou Não Vale Nada
Eu Sou Deus


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dia Mundial do Livro

San Juan de la Cruz


 Estátua em bronze de San Juan de la Cruz numa praça no centro histórico de Ávila em Espanha.


San Juan de la Cruz padroeiro dos poetas de língua espanhola.

San Juan de la Cruz ou São João da Cruz, foi uma figura espanhola da espiritualidade cristã, nascido em 1542 em Fontiveros perto de Ávila e falecido em 1591, consagrou-se, com Santa Teresa d'Ávila, à formação dos Carmelitas Descalços e à direcção espiritual de religiosos seculares. Os seus princípios reformadores levaram-no à prisão e é nesse período que escreve os seus primeiros versos. Canonizado em 1726, foi declarado doutor dada Igreja em 1926.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Livraria A das Artes


“Fernando Pessoa e os seus heterónimos” numa sessão de leitura na livraria A das Artes em Sines, mais um serão literário memorável.
http://adasartes.blogspot.pt/

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 13 de abril de 2015

WENCESLAU DE MORAES

Aproveitei os dias fantásticos que tem feito para fazer uma visita, que já estava projectada à muito tempo, à casa onde nasceu um dos meus escritores de referência e culto, Wenceslau de Moraes, na Travessa Cruz do Torel nº 4 no 2º andar na cidade de Lisboa. Foi dificílimo dar com esta morada pois ninguém a conhecia, nem mesmo os taxistas da cidade, tive de me socorrer do Google mapas para lá chegar.
Painel de azulejo colocado sobre a porta do prédio onde nasceu Wenceslau de Moraes. Uma homenagem do Rotary Club de Lisboa. 

Wenceslau de Moraes


Oficial da marinha de guerra português, Wenceslau José de Sousa Moraes nasceu a 30 de Maio de 1854, em Lisboa, e faleceu a 1 de Julho de 1929, no Japão. Em 1873 terminou o curso preparatório da Marinha na Escola Naval de Lisboa. Realizou numerosas viagens; permaneceu dez anos em Moçambique e cinco anos na China; exerceu as funções de imediato do capitão do porto de Macau, território onde foi também professor de Matemática e teve a oportunidade de conhecer Camilo Pessanha; foi oficial da Armada e cônsul de Portugal no Japão, país cuja cultura absorveu. 
Dedicando-se às Letras, e tendo convivido com Camilo Pessanha, a sua obra constitui um modelo da sedução pela cultura oriental na literatura finissecular. Autor que tem tido ampla divulgação no Japão, merecendo um reconhecimento que, entre outras iniciativas, é atestado pela fundação de um Museu Wenceslau de Moraes e pela edificação de dois monumentos em sua homenagem em duas das cidades onde permaneceu, Tokushima e Kobe. Fascinado pela vida e cultura nipónicas, a sua obra, integrando em grande parte o género de literatura de viagens, apresenta a estética de um escritor que vê no solo nipónico ("nimbo de uma aurora, na sua plena apotheose de paiz privilegiado.") um reverso idealizado da civilização ocidental, passando para uma prosa refinada e impressiva a descoberta apaixonada da vida oriental.
Em Portugal, Wenceslau de Moraes foi alvo de uma homenagem, tendo-se comemorado os 150 anos do seu nascimento em 2004 e publicado o volume Permanência e Errâncias no Japão - uma compilação de postais ilustrados que fazem parte da correspondência mantida por Wenceslau de Moraes com a sua irmã Francisca.

Texto: infopedia.pt





Trabalho

Durante sua vida

  • 1895 - Traços do Extremo Oriente Siam, China, Japão
  • 1897 - Dai-Nippon
  • 1904 - Cartas do Japão. Antes da guerra, 1902-1904
  • 1905 - Um ano de guerra, 1904-1905
  • 1905 - Os serões no Japão
  • 1905 - O culto do Chá
  • 1906 - Paisagens da China e do Japão
  • 1906 - em O 'Bon-Odori' Tokushima. Caderno de Impressões Íntimas
  • 1907 - A vida japonesa
  • 1917 - Ko-Haru
  • 1918 - O-Yone Será, será ... Ko-Haru ...?
  • 1919 - O tiro do meio-dia
  • 1920 - Fernão Mendes Pinto nenhum Japão
  • 1923 - Ó e-Ko-Haru Yone
  • 1924 - Recuperação da História do Japão
  • 1925 - A recuperação da alma japonesa
  • 1926 - No. serões Japão

Restos Literários

  • 1933 - Osoroshi
  • 1933 - Recuperação da História do Japão
  • 1944 - Cartas Íntimas
  • 1954 - Páginas Africanas
  • 1961 - Cartas a Policarpo de Azevedo

Bibliografias / Biografias

  • 1935 - Wenceslau de Moraesu por Yumoto, Jiro
  • 1937 - Os amores Wenceslau de Moraes por César, Oldemiro e Pereira, Ângelo
  • 1990 - A chinesa paixão de Wenceslau de Moraes em Barreiros, Leopoldo Danilo
  • Wenceslau de Moraes também publicou dois livros sob os pseudónimos de "A. da Silva" e "Ernesto de Azevedo."
  • 2005 - Wenceslau de Moraes. Permanências e Errâncias no Japão / Textos e legendas Daniel Pires. - Lisboa: Fundação Oriente.
     
  • Alguns dos meus livros de Wenceslau de Moraes.


terça-feira, 7 de abril de 2015

LIVROS VII - Livraria A das Artes

De cabeça perdida na livraria A das Artes, e não é para menos.
http://adasartes.blogspot.pt/


Há tantos livros, mas há tão pouco tempo.
Frank Zappa


Eu sempre imaginei que o paraíso deve ser algum tipo de biblioteca.
Jorge Luis Borges

quarta-feira, 1 de abril de 2015

FEIRA DO LIVRO SETÚBAL 2015



Durante um mês e pelo sexto ano decorre a Feira do Livro de Setúbal. A Página a Página – Divulgação do Livro, em colaboração com as editoras e numa parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, promove esta iniciativa, na placa central da Avenida Luísa Todi, com milhares de títulos de várias editoras, do romance ao livro técnico, passando pela literatura infanto-juvenil.

O evento, realiza-se de 27 de Março a 26 de Abril, além de novidades e preços convidativos em todos os títulos, alguns vendidos a 1 euro, aposta na promoção da leitura e no diálogo entre escritores e leitores, incluindo sessões de autógrafos e animações para crianças.





quarta-feira, 25 de março de 2015

HERBERTO HÉLDER


A minha singela homenagem ao poeta Herberto Hélder de Oliveira que infelizmente morreu no passado dia 23 de Março, com 84 anos. O poeta que nasceu em 1930 no Funchal morreu em Cascais na sua casa. Era considerado o maior poeta português da segunda metade do século XX.
Distinguido em 1994 com o Prémio Pessoa, recusou recebê-lo. "Não digam a ninguém e dêem o prémio a outro", pediu ao júri.  







Herberto Hélder

um dia destes tenho o dia inteiro para morrer


um dia destes tenho o dia inteiro para morrer,
espero que não me doa,
um dia destes em todas as partes do corpo,
onde por enquanto ninguém sabe de que maneira,
um dia inteiro para morrer completamente,
quando a fruta com seus muitos vagares amadura,
o dom – que é um toque fundo na ferida da inteligência:
oh será que um poema entre todos pode ser absoluto?
:escrevê-lo, e ele ser a nossa morte na perfeição de poucas linhas


(Servidões; ed. Assírio & Alvim, 2013)


segunda-feira, 23 de março de 2015

LIVROS VI


Livro oferecido pela minha filha Nádia no dia do Pai.

Estou a ler do mesmo autor Lenardo Padura o livro "Hereges" é um romance absorvente sobre uma saga judaica, aconselho vivamente a sua leitura, estou curioso em ler este livro que a minha filha Nádia ofereceu, “O homem que gostava de cães" que aqui deixo uma sinopse do livro. 


Sinopse
Em 2004, com a morte da mulher, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, «o homem que gostava de cães» começou a confidenciar-lhe relatos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos. Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, e de como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do século XX.

Através de uma escrita poderosa sobre duas testemunhas ambíguas e convincentes, Leonardo Padura traça um retrato histórico das consequências da mentira ideológica e do seu poder destrutivo sobre a utopia mais importante do século XX.

Sinopse: http://www.wook.pt/

quinta-feira, 19 de março de 2015

LIVROS V

Livros e leituras na livraria A das Artes em Sines em mais um serão literário.

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente! 
Amar só por amar: Aqui... além... 

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... 

Amar! Amar! E não amar ninguém! 


Recordar? Esquecer? Indiferente!... 
Prender ou desprender? É mal? É bem? 
Quem disser que se pode amar alguém 
Durante a vida inteira é porque mente! 

Há uma Primavera em cada vida: 
É preciso cantá-la assim florida, 
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar! 

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada 
Que seja a minha noite uma alvorada, 
Que me saiba perder... pra me encontrar... 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor" 

quinta-feira, 12 de março de 2015

LIVRARIA A DAS ARTES - SINES

A das Artes a minha livraria preferida em Sines e sempre que posso lá estou “caído” para ver as últimas novidades literárias e pôr a conversa em dia com o livreiro e amigo Joaquim Gonçalves. Desde 04 de Julho de 2003 que a livraria A das Artes está ao serviço dos leitores e tem sido um verdadeiro pólo dinamizador da cultura nesta zona do Alentejo, onde todos os clientes são bem direccionados e aconselhados nas leituras pelo Joaquim.

É com alguma regularidade que escritores vêm apresentar as suas obras e conversar com os leitores terminando em sessões de autógrafos. 


O amigo Joaquim Gonçalves bem acompanhado à porta da livraria exibindo o merecido Prémio Livraria Preferida 2014, para a livraria com melhor atendimento no país.



A das Artes
livros discos artes plásticas

Livreiro
Joaquim Gonçalves

Avenida 25 de Abril, 8 - loja C 7520-107 SINES
Telefone: 269630954, Fax: 269630955, adasartes@gmail.com
Horário: segunda a sábado, 10-13h; 15-19h



José Luís Peixoto com Fernando Ribeiro, Joaquim Gonçalves à conversa com Sérgio Godinho


 Norberto Morais, Mega Ferreira



João Rebocho Pais, Sessão musical com António Chainho 

segunda-feira, 2 de março de 2015

ANA PAULA ANTUNES – No Mundo da Lua?


“No Mundo da Lua?... Talvez Não…” É uma fábula ilustrada que vem chamar a atenção para o valor de cada criança e especialmente para aquelas que são diferentes e que por vezes devido à ignorância são olhadas com alguma hostilidade.
Livro com uma tiragem de 2.350 Exemplares e todos os direitos são reservados à APPDA – Setúbal


Ana Paula Antunes nasceu em Luanda em 1961 e reside em Setúbal desde 1975. Iniciou a sua caminhada no Autismo em 1999. em 2008 escreveu “No Mundo da Lua?... Talvez Não…”, a fábula que nos transporta ao enigmático Mundo do Autismo.


Afonso Sobral dos Santos nasceu em Setúbal em 1990, desenhou as personagens da fábula “No Mundo da Lua?... Talvez Não…” o mais puro da arte “Naif” e é jovem com perturbação do espectro do autismo.


A APPDA de Setúbal, Associação Portuguesa para a Perturbação do Desenvolvimento e Autismo é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada em 2005 por um grupo de pais e técnicos do Distrito de Setúbal, que tem como objectivo promover o desenvolvimento, educação, integração social e participação na vida activa das pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo. 



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

JOSÉ MADUREIRA LOPES – Vitória do Nascimento à Glória




Um livro muito bem documentado que relata a história do Vitória Futebol Clube, o clube da minha cidade e do meu coração.

Livro editado pela Hemus antiga livraria situada no centro histórico da cidade.

José Manuel Madureira Lopes um Grande Setubalense, Grande Vitoriano, é um homem de grande dimensão cultural, intelectual e pessoal, de uma riqueza interior assinaláveis e com um enorme sentido de humanidade, cujos passatempos são, entre variadas actividades, o de ser um investigador de tudo aquilo que se relaciona com Setúbal, despendendo tempo (e dinheiro) em bibliotecas e alfarrabistas, onde consegue material de se ficar com a boca aberta. Publicou quatro livros que constituem leitura obrigatória para qualquer Setubalense genuíno, a saber: Américo Ribeiro todos os dias; Setúbal d'outros tempos; Setúbal à Ia minute através do Bilhete Postal Ilustrado; Vitória: do Nascimento à Glória.

Ao lermos o livro "Vitória: do Nascimento à Gloria" (obrigatório para qualquer Vitoriano que se preze), conseguimos ter uma percepção do que é um livro realmente a sério, feito com competência, amor e carinho. Este livro sobre o Vitória é, sem dúvida, o espelho fiel do seu autor, que deve constituir motivo de orgulho acrescido em todos os Vitorianos. É um livro espectacular, de elevada qualidade. Pertenceu a um anterior Conselho Vitoriano, órgão consultivo inserido na estrutura orgânica do Vitória Futebol Clube. Pessoas como José Madureira Lopes fazem do Vitorianismo algo de muito sagrado e intocável. 





















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